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Chinesas Ficam Constrangidas ao Ouvir Falar em Camisinha

Por Sarah Cheung

PEQUIM (Reuters) - Camisinhas. Mencione a palavra e a maioria das estudantes chinesas fica um pouco constrangida. Se perguntamos como elas se sentiriam se alguém desse uma camisinha como um brinde, elas ficam horrorizadas. Essas reações são sintomas da necessidade da China de receber educação sobre Aids e HIV. A Organização das Nações Unidas (ONU) diz que a situação da China está piorando rapidamente, a caminho de uma epidemia. Seus estimados 600 mil casos de HIV/Aids podem chegar aos 10 milhões ou mais até 2010, a menos que a China aja com vigor e prontamente. Mas como a China não fala aos jovens sobre a forma mais eficaz de evitar a Aids, está estimulando a ignorância no exato momento em que o conhecimento é mais vital, dizem especialistas. "A China precisa fazer muito mais" para promover o uso de preservativos e a educação sexual, disse Edwin Judd, representante na China do Fundo da ONU para as Crianças (Unicef) em entrevista à Reuters na sexta-feira. A estudante de direito Bao Xuanxuan, 18, sabe o que é uma camisinha. "Mas não sei direito o que ela evita nem como usá-la", disse. Bao estaria disposta a ir a uma demonstração que fosse feita em sua universidade, mas eles "não fazem esse tipo de coisa". No ano passado, a companhia Shenzhen fez uma campanha distribuindo preservativos em universidades de Pequim. Acabou desistindo, depois que alunos constrangidos recusaram-se a aceitar.

Sinopse preparada por Reuters Health

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