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Técnica Experimental de Contracepção Tem Bons Resultados

Por Merritt McKinney

NOVA YORK (Reuters Health) - Mulheres que experimentaram um método não cirúrgico de controle da natalidade permanente parecem estar satisfeitas com os resultados.

A maioria das mulheres submetidas ao procedimento de oclusão seletiva da trompa (Stop, sigla para selective tubal occlusion procedure) classificou o método como "bom", "muito bom" ou "excelente ", de acordo com estudo apresentado durante encontro anual da Associação Americana de Laparoscopistas Ginecológicos, em Orlando (Flórida), na semana passada.

No trabalho que envolveu 200 mulheres, o acompanhamento por três meses de 177 delas revelou que 88 por cento consideraram o dispositivo "excelente".

Entre as 70 mulheres avaliadas durante um ano, 99 por cento disseram que a experiência foi excelente.

Jay M. Cooper, diretor do Centro de Pesquisa para Saúde da Mulher, em Phoenix (Arizona), disse à Reuters Health que nenhuma mulher que usou o Stop ficou grávida.

Até agora, cerca de 6 por cento das mulheres tiveram efeitos colaterais do Stop, principalmente causados por colocação inadequada do dispositivo.

O Stop é uma espiral de metal de 4 centímetros colocada pelo médico no interior das trompas de Falópio através de um tubo que passa pelo colo e pelo útero até a abertura das trompas. Ao longo dos meses seguintes, o tecido cresce sobre o dispositivo bloqueando a passagem dos óvulos fertilizados do ovário para o útero. A técnica não é reversível e funciona como alternativa à remoção cirúrgica das trompas.

O procedimento, que ainda não foi aprovado pela FDA (Food and Drug Administration, agência norte-americana para controle de drogas e alimentos), demora entre 15 a 30 minutos para ser realizado e pode ser feito em consultório médico, exigindo apenas anestesia local.

Durante os três primeiros meses após a implantação do dispositivo, as mulheres precisam recorrer a outros anticoncepcionais e só devem abandoná-los quando o médico constatar, por meio de raios X, que as trompas estão completamente bloqueadas.

"A técnica pode mudar dramaticamente a disponibilidade de um método permanente", disse Cooper que participou dos testes do Stop.

Segundo o pesquisador, o procedimento tem várias vantagens sobre a ligadura cirúrgica, em que as trompas são "amarradas" para impedir que os óvulos fertilizados passem do ovário para o útero. Apesar da alta eficiência para evitar a gravidez, a ligadura de trompas exige anestesia geral e implica em perda de dias de trabalho logo após o procedimento.

Cooper acredita que muitas mulheres, que relutam em fazer a ligadura de trompas por causa de temores da anestesia geral e preocupação com a cicatriz, poderiam optar pelo Stop, que oferece as mesmas vantagens, sem os riscos da cirurgia.

O procedimento ainda não está disponível, mas a Conceptus Inc., que desenvolveu o Stop, planeja pedir a aprovação da FDA assim que os estudos sobre sua eficácia e segurança estejam concluídos.

Segundo Cooper, as inscrições para um novo estudo sobre o Stop devem incluir cerca de 400 mulheres e ser encerradas no fim do ano.

O pesquisador também informou que os resultados finais do estudo só estarão disponíveis 15 meses depois da inclusão da 400a. mulher no teste.

Sinopse preparada por Reuters Health

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