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Brasil: Obesidade Infantil: 15% das Crianças Brasileiras Apresentam o Problema

São Paulo, 16 de Novembro de 2000(eHLA) A obesidade infantil, problema que preocupa cada vez mais os pediatras e os endocrinologistas brasileiros, deveria também chamar a atenção dos pais. Há quinze anos, apenas 3% das crianças brasileiras eram consideradas obesas, ou seja, tinham o peso pelo menos 20% acima do ideal para sua estatura. Hoje, conforme as estimativas da Sociedade Brasileira de Pediatria, o índice de obesos infantis quintuplicou. De acordo com os dados, 15% das crianças brasileiras apresentam esse problema. Outros 15% estão com o peso acima do ideal para sua idade, mas ainda não podem ser consideradas obesas. São apenas gordinhas. "Uma criança obesa tem muito mais chance de se tornar um adulto obeso se os pais não tomarem providência", diz o pediatra Mauro Fisberg, diretor do centro de nutrição da Universidade São Marcos, de São Paulo. A criança acima do peso perde o fôlego rapidamente e está sempre suada. Isso facilita o surgimento de assadura e de outros problemas de pele. Além disso, pode haver a má formação das articulações dos joelhos e dos quadris. Especialistas avisam também que já na infância começam a formar-se placas de gordura no sangue. "Isso aumenta o risco de doenças cardiovasculares no futuro", afirma o pediatra.

Controle

Até os cinco anos, quando o desenvolvimento infantil é acompanhado de perto pelo pediatra, o controle do peso é mais fácil. Depois dessa fase, quando a criança passa a ter mais autonomia, é que a tendência a ganhar peso pode tornar-se um problema. Nessa hora, muitos pais não sabem como agir e tendem a culpar o filho pelas balas, biscoitos e batatas fritas que ingere. De acordo com os pediatras os pais precisam assumir a responsabilidade pelo único tratamento eficaz: a mudança dos hábitos alimentares. "A infância é a melhor fase para prevenir a obesidade porque, nessa época, o crescimento é um aliado", diz Fisberg. De acordo com os médicos, o programa de redução do peso precisa ser baseado no bom senso. Os alimentos que engordam não devem ser proibidos, apenas bem distribuídos no decorrer da semana e sempre em horários certos. Para completar, os exercícios físicos têm de ser estimulados. A experiência dos médicos comprova que, em geral, as crianças que recorrem às dietas rápidas acabam recuperando o peso em seguida. Os estudos e a observação mostram também que elas tendem a seguir o modelo dos pais. Se estes se alimentam de forma desordenada, é complicado exigir disciplina à mesa.

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