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Injeção de Células-Tronco Ajuda Rato Paralisado a se Mover

Por Keith Mulvihill

NOVA YORK (Reuters Health) - Cientistas que trabalharam com células-tronco conseguiram restaurar os movimentos em ratos paralíticos utilizando as células derivadas de embriões. Os resultados da pesquisa foram anunciados no encontro da Sociedade de Neurociência em Nova Orleans, Louisiana, no domingo.

Uma vez injetadas na coluna vertebral, as células primitivas migraram para área do ferimento e começaram a se desenvolver em células nervosas maduras, incrementando o funcionamento das células danificadas.

Células-tronco de embriões humanos são consideradas muito promissoras porque elas têm a capacidade de formar numerosos tipos diferentes de células, embora sua utilização seja controvertida.

"Nossa pesquisa mostrou que células-tronco derivadas de embriões de ratos podem claramente ser usadas para auxiliar a recuperação da medula espinhal", de acordo com Jeffrey Rothstein, da Johns Hopkins Medical Institutions em Baltimore, Maryland.

"Esta é a primeira vez que nós vemos alguma recuperação de movimento em paralisia causada por doença degenerativa na medula espinhal e que as células-tronco podem migrar para as áreas danificadas", disse Rothstein.

Se descobrirmos que isso pode ser aplicado aos humanos, o tratamento não seria útil para a paralisia causada por lesão ou rompimento da espinha, mas sim utilizado no tratamento de doenças como a doença de Lou Gehrig, também conhecida como esclerose amiotrópica lateral.

A doença de Lou Gehrig é uma degeneração neurológica incurável que resulta em paralisia e morte. Como ocorre com a maioria dos tecidos nervosos, quando a espinha é afetada, as células nervosas morrem e não são normalmente substituídas. O resultado final é a paralisia.

No estudo, os pesquisadores coletaram células-tronco de embriões de rato e as injetaram nas medulas espinhais de ratos adultos. Os ratos foram paralisados devido à infecção com um vírus semelhante ao da pólio, que lentamente faz os neurônios da espinha se degenerarem, explicou Rothstein.

Os pesquisadores queriam descobrir como poderiam introduzir as células-tronco na área onde havia a lesão nervosa.

Descobrimos que se pode introduzir as células no fluido cerebral da espinha- o espaço em volta do cérebro e da medula espinhal -- semelhante a uma serpentina, disse Rothstein à Reuters Health.

Nós injetamos as células-tronco na parte inferior da espinha e as células realmente migraram para a parte de cima da coluna vertebral, ele acrescentou. As células-tronco migraram em volta da medula espinhal, se ligaram e penetraram na medula espinhal, onde se localizavam as células lesionadas.

"Algumas das células-tronco desenvolveram algumas das propriedades dos neurônios", disse Rothstein à Reuters Health.

Cerca de oito semanas depois de os ratos paralisados terem recebido a injeção, os animais foram capazes de mover suas pernas e suportar levemente seu peso. Em uma escala de mobilidade de 21 pontos, atingiram uma pontuação de 7, apontou Rothstein. Ao todo, 50 por cento dos ratos tratados com células-tronco recuperaram alguma habilidade de colocar suas patas traseiras no chão.

"Nós não curamos estes animais, mas isto foi um grande avanço na condição deles", disse ele. "As novas células não substituíram os neurônios danificados, mas foi demonstrado que elas ajudaram os neurônios existentes a funcionar."

Sinopse preparada por Reuters Health

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