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A Alimentação e o Estado de Ânimo

As avós acalmavam os netos, depois de um acesso de mau humor, com um doce. Segredos caseiros, como este, estão sendo estudados pela ciência. Uma série de estudos independes tem demonstrado que existe uma estreita relação entre o que você come e o seu estado de ânimo.

Segundo o médico americano Barry Sears, autor do livro “The Zone : A Dietary Road Map to Lose Weight Permanently : Reset Your Genetic Code : Prevent Disease : Achieve Maximum Physical Performance”, os alimentos estão muito longe de ser apenas um objeto de prazer ou para saciar a fome. “É como uma potente droga que se toma pelo menos três vezes por dia e pelo resto da vida”. De acordo com ele, tudo o que entra no organismo pode jogar a favor ou contra.

Assim como um doce pode aliviar a ansiedade, outros produtos podem reforçar a capacidade cerebral ou até frear impulsos. Existe uma série de pesquisas destinadas a entender esta conexão, as quais confirmam que os segredinhos da vovó têm fundamento: os alimentos afetam diretamente a mente e o estado de espírito – portanto, a qualidade de vida.

Um estudo dirigido pelos cientistas americanos Richard e Judith Wurtman, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, mostrou a ligação entre os alimentos e o estado de espírito ao constatar que o açúcar e o amido contidos em alimentos ricos em carboidratos reforçavam uma poderosa substância química do cérebro chamada serotonina. Portanto, eles conseguiram encontrar a conexão entre a serotonina e outros neurotransmissores – que são os encarregados de passar a informação de célula a célula no cérebro- e o estado de ânimo, humor, emoções e ansiedade. Eles constataram, por exemplo, que quando uma pessoa come alimentos ricos em carboidratos, como pastas, pães batatas, elevam-se os níveis de serotonina, ajudando o corpo a se sentir mais relaxado. Ao contrário, produtos como grãos, nozes, soja ou iogurte, ricos em proteínas, têm o efeito contrário, e ativam substâncias que simulam uma “troca de bateria”, enchendo o corpo de energia. Não é por acaso que se comprovou que pessoas submetidas a dietas rigorosas muitas vezes tendem a sentir falta de energia. Por isso, muitos nutricionistas estão optando por incentivar as dietas baseadas em proteínas.

A especialista Catherine Christie, de Jacksonville, Flórida, afirma que as mulheres podem ser mais sensíveis às mudanças na serotonina que os homens. Em períodos como a puberdade, pré-menstruação, gravidez ou pós-menopausa, os níveis de estrógeno diminuem, enquanto os de progesterona aumentam, diminuindo a serotonina. Essa diminuição faz com que “instintivamente” a ordem seja para atrair para o organismo carboidratos.

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