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Adolescentes Buscam Ajuda Emocional na Internet

Por Charnicia E. Huggins

NOVA YORK (Reuters Health) - Adolescentes angustiados, que procuram ajuda para problemas emocionais na Internet, geralmente evitam os sites confiáveis e preferem salas de bate-papo, onde podem trocar informações com seus companheiros, informaram pesquisadores.

As conclusões foram apresentadas durante o 47o. Encontro Anual da American Academy of Child and Adolescent Psychiatry, quinta-feira, em Nova York.

"Quando as crianças procuram ajuda para problemas emocionais, elas recorrem à Internet da mesma forma que procuram um profissional da área de saúde mental ou um conselheiro escolar", disse à Reuters Health a coordenadora do estudo, Madelyn S. Gould da Universidade de Colúmbia, em Nova York.

Quase 90 por cento dos adolescentes usam chats para falar com outros jovens, o que preocupa os especialistas. "Estamos preocupados em fornecer o tipo de ajuda de que realmente precisam", enfatizou a pesquisadora.

Um pequeno estudo realizado em seis escolas de ensino médio no Estado de Nova York revelou que quase um quinto dos 510 estudantes pesquisados "usaram a Internet para obter ajuda para problemas emocionais no ano anterior", segundo a pesquisa de Gould.

Aproximadamente 75 por cento dos internautas disseram ter sido auxiliados "de alguma forma" ou "muito" pela informação obtida na Internet.

Quase metade dos estudantes acessou rotineiramente a Internet para problemas escolares, tanto acadêmicos quanto disciplinares, 38 por cento procurou conselho sobre problemas familiares e 13 por cento admitiu usar a Internet para combater pensamentos suicidas.

A pesquisa mostra, porém, que nenhum dos estudantes usou a Internet como substituto para fontes mais apropriadas de ajuda, observou a pesquisadora. "Se usam a Internet, também falam com um dos pais e tentam procurar outros serviços mais formais", explicou Gould. "Uma das recomendações é para que profissionais de saúde mental identifiquem as crianças que usam a Internet em busca de ajuda. Deveríamos também começar a desenvolver salas de bate-papo alternativas, que possa ajudar esses jovens a enfrentar adequadamente seus problemas", declarou Gould. Além disso, os pais deveriam conversar com os filhos para saber quais sites estão acessando na Web, estar atentos aos problemas das crianças e encaminhá-las para a ajuda adequada em caso de necessidade, aconselhou a pesquisadora.

Sinopse preparada por Reuters Health

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