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Governo Quer Controlar a Qualidade do Ar em Ambientes Climatizados

Ácaros, fungos, vírus, algas e pólen podem estar no ar que você respira, e os principais culpados são os sistemas sujos de ar-condicionado. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária quer acabar com isso.

O ar de interiores ficará mais puro. Este, ao menos, é o desejo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVS), que na semana passada publicou uma orientação técnica que estabelece os padrões de qualidade para ambientes climatizados artificialmente, ou seja, através de ar-condicionado.

A partir de agora a população passa a ter parâmetros para avaliar se o ar que ela respira em edifícios com ar condicionado está prejudicando ou não sua saúde.

Uma resolução publicada no Diário Oficial define índices máximos de poluentes de contaminação biológica e química e parâmetros físicos do ar que o ambiente poderá apresentar. As principais fontes de poluição nesses ambientes são fungos, protozoários, vírus, algas, pólen, artrópodes e animais roedores.

A contaminação biológica refere-se aos fungos presentes no ar e foram estabelecidos em no máximo 750 ufe/m2 (unidades formadoras de colônia por metro quadrado). Quanto à medição dos valores de contaminação química, é considerada a quantidade de gás carbônico no ar, no máximo 1.000 ppm (parte por milhão) de dióxido de carbono. E também o nível de poeira, que não pode passar de 80 mg/m3 (micrograma por metro cúbico).

A Resolução orienta ainda como parâmetros físicos as temperaturas, umidades relativas e velocidade do ar de interiores ideais.

A chefe da unidade de infraestrutura e serviços da ANVS, Dra. Regina Bercaellos, diz que a portaria é de cunho educativo, e que nesta fase não há punição para as empresas que não estiverem dentro das normas. Para um funcionário que trabalha em uma empresa onde a qualidade do ar é insatisfatória, ela sugere procurar, em primeiro lugar, a empresa que faz a limpeza e manutenção do sistema de ar-condicionado.

Caso isso não surja efeito, a Dra. Regina diz que o caminho seguinte é procurar a vigilância sanitária local para que seja feita uma inspeção.

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