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Prematuros Podem Ter Desenvolvimento do Cérebro Comprometido

CHICAGO (Reuters) - Um estudo com crianças prematuras descobriu que, oito anos após o nascimento, áreas importantes de seu cérebro ainda estavam muito menores do que o tamanho normal, mostrando que nem sempre o cérebro se desenvolve adequadamente depois que a criança sai do útero, afirmaram médicos na terça-feira.

Segundo o estudo das Escolas de Medicina de Yale e Brown, o tamanho menor estava relacionado a enfraquecimento cognitivo, conforme foi medido por testes de QI (quociente de inteligência).

"Em média, as diferenças no volume cerebral foram dramáticas em todas as regiões, com reduções de 11 a 35 por cento", disse Brandley Peterson, coordenador do estudo.

"Nem todas as crianças prematuras apresentaram estas anormalidades, mas aquelas nascidas com uma idade gestacional menor foram mais afetadas", afirmou Peterson.

"Na verdade, a magnitude das anormalidades foi diretamente proporcional à idade precoce com que as crianças nasceram e estava fortemente associada ao QI das crianças aos 8 anos", acrescentou o pesquisador.

Durante o estudo, Peterson e sua equipe utilizaram imagem de ressonância magnética para determinar o tamanho das áreas cerebrais em 25 crianças nascidas entre as 26a. a 33a. semanas de gestação, comparadas a 39 crianças que tinham entre 37 a 42 semanas no nascimento. A gestação completa é constituída de 40 semanas.

De acordo com Peterson, as áreas cerebrais com maior disparidade de tamanho eram as regiões motora-sensoriais e os lobos temporais que estão associados às notas de QI verbal e de desempenho.

"Quanto mais importante é o volume das anormalidades, especialmente nas regiões dos lobos, menores os índices de QI", afirmou Peterson.

O pesquisador acrescentou que o estudo demonstrou que, quando o cérebro se desenvolve prematuramente fora do útero, ele fica mais vulnerável a distúrbios de desenvolvimento.

"Agora, precisamos descobrir o que, precisamente, é responsável por problemas no desenvolvimento cerebral desses recém-nascidos -- desde um fator de crescimento não identificado, à ausência de proteção fisiológica no útero da mãe ou os diversos problemas médicos associados à prematuridade", avaliou Peterson.

Sinopse preparada por Reuters Health

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