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Diretrizes dos EUA Sobre Diabete Priorizam Prevenção

Por Suzanne Rostler

DENVER (Reuters Health) - À medida que o número de norte-americanos diagnosticados com diabete do tipo 2 e as complicações médicas graves que podem acompanhar o problema continuam a aumentar, uma organização de nutrição nacional irá publicar diretrizes atualizadas para reduzir a incidência da doença que, às vezes, pode ser fatal.

As novas recomendações, que serão divulgadas nos próximos meses, foram revisadas durante o encontro anual da Associação Dietética Americana (ADA) na segunda-feira.

As últimas diretrizes sobre a doença foram publicadas em 1994.

"Diabéticos do tipo 2 representam 90 por cento dos 18 milhões de norte-americanos com diabete", disse a nutricionista Christine A. Beebe.

"Este é um grande problema nos EUA e em todo o mundo", acrescentou Beebe.

Pacientes com diabete do tipo 2 não respondem à insulina, o hormônio que, em condições normais, retira o açúcar (glicose) do sangue após uma refeição, depositando-o dentro das células para ser usado como energia.

A longo prazo, altos níveis de glicose no sangue podem levar a complicações médicas como doenças cardíacas, insuficiência renal e cegueira.

O histórico familiar é o principal fator de risco para a diabete do tipo 2. Mesmo pacientes sob alto risco podem, no entanto, reduzir suas chances de desenvolver a doença mantendo um peso saudável, uma vez que pesquisas têm demonstrado que a obesidade aumenta substancialmente os riscos de uma pessoa.

Na verdade, o aumento da incidência da diabete do tipo 2 nos EUA coincidiu com o grande crescimento do número de pessoas acima do peso ou obesas.

Pela primeira vez, as recomendações nutricionais da ADA irão incluir estratégias de prevenção da doença, além de como lidar com o problema uma vez feito o diagnóstico.

A associação irá recomendar que o controle do peso através de uma dieta pobre em gordura e exercícios podem ajudar uma pessoa a responder à insulina.

Grãos e cereais integrais também podem reduzir o risco de desenvolvimento da diabete do tipo 2, embora sejam necessárias mais pesquisas sobre o assunto.

Outras recomendações incluem a redução de calorias, o que pode ajudar pessoas com diabete a manter os níveis de glicose no sangue mais estáveis, a restrição de gordura, o que leva a uma perda de peso em um prazo de tempo maior, o consumo limite de 20 por cento de calorias de proteína e o consumo de menos de 10 por cento de calorias total de gordura saturada.

A ingestão de álcool deve ser moderada -- cerca de um drinque por dia para mulheres e dois para homens.

Beebe destacou que há evidências de que as fibras podem ajudar a estabilizar os níveis de glicose no sangue. A nutricionista acrescentou, no entanto, que os estudos não são conclusivos.

De acordo com Beebe, pesquisas não confirmaram que refeições e lanches levam a um melhor controle dos níveis de açúcar no sangue, exceto quando o paciente está tomando medicamentos.

Segundo a Associação Americana de Diabete, o tipo 2 da doença é a sétima causa de morte nos EUA.

Estimativas da Sociedade Brasileira de Diabetes apontam que cerca de 5 milhões de brasileiros sofrem com a doença. Desses casos, cerca de 95 por cento correspondem a diabete do tipo 2, que normalmente atinge pessoas obesas com mais de 35 anos.

Sinopse preparada por Reuters Health

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