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Nova diretriz de colesterol ACC/AHA permite mais cuidados personalizados

30 de novembro de 2018 (Bibliomed).  A nova diretriz ACC/AHA de 2018 sobre o manejo do colesterol no sangue permite um atendimento mais personalizado aos pacientes em comparação com o antecessor de 2013. Entre as maiores mudanças: avaliações de risco mais detalhadas e novas opções de medicamentos redutores de colesterol para pessoas com maior risco de doença cardiovascular. As diretrizes foram divulgadas no American Heart Association Scientific Sessions 2018, que ocorreu de 10 a 12 de novembro de 2018, Chicago, nos Estados Unidos.

Na nova diretriz, além dos fatores de risco tradicionais, como tabagismo, hipertensão arterial e níveis elevados de açúcar no sangue, foram acrescentados fatores como histórico familiar e etnia, além como certas condições de saúde, como síndrome metabólica, doença renal crônica, condições inflamatórias crônicas, menopausa prematura ou pré-eclâmpsia e biomarcadores lipídicos elevados, para ajudar os profissionais de saúde a determinar melhor o risco individualizado e as opções de tratamento. É recomendado, também, os escores de cálcio coronariano como uma ferramenta de tomada de decisão de segunda linha com os pacientes ao determinar se devem usar estatinas.

Reconhecer o efeito cumulativo do colesterol alto ao longo da vida, identificar e tratar precocemente pode ajudar a reduzir o risco de doença cardiovascular ao longo da vida. A nova diretriz sugere como apropriada a triagem de colesterol eletivo para crianças de até dois anos que têm histórico familiar de doença cardíaca ou colesterol alto. Na maioria das crianças, um teste de triagem inicial pode ser considerada entre as idades de nove e 11 anos e novamente entre 17 e 21 anos. Devido à falta de evidências suficientes em adultos jovens, não há recomendações específicas para essa faixa etária. No entanto, é essencial que eles sigam um estilo de vida saudável, estejam cientes do risco de altos níveis de colesterol e recebam tratamento adequado em todas as idades para reduzir o risco de doenças cardíacas e derrames.

A diretriz também estabelece recomendações muito específicas para os médicos discutirem as opções com pacientes na recém-definida categoria "risco muito alto de ASCVD" que ainda têm LDL-C acima de 70 mg/dL após maximizar a terapia com estatinas. Recomenda considerar outras drogas que não sejam estatinas, incluindo ezetimiba e inibidores da PCSK9. Pela primeira vez, a nova diretriz também inclui uma “Declaração de Valor” que ressalta a necessidade de clínicos e pacientes considerarem o custo dos medicamentos na determinação das taxas de tratamento mais adequadas. A diretriz dá aos inibidores de PCSK9 um valor de baixo custo para pacientes com risco muito alto de ASCVD e valor incerto para pacientes com hipercolesterolemia familiar, comparado ao bom valor de custo baseado em preços até meados de 2018. No entanto, resta saber se reduções recentes na precificação de alguns inibidores da PCSK9 e resultados de resultados clínicos resultantes de estudos como o ODYSSEY OUTCOMES poderiam alterar a equação de valor no futuro.

Fonte: American Heart Association Scientific Sessions (AHA 2018). 10 a 12 de novembro de 2018, Chicago - Estados Unidos.

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