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Educação Sexual nos EUA Prioriza Abstinência Entre Jovens

NOVA YORK (Reuters Health) - Aulas de educação sexual, que pregam a abstinência ao custo de informação sobre contracepção, não ajudam adolescentes a tomar decisões responsáveis em relação a sua sexualidade, afirmam pesquisadores.

Um estudo com professores de educação sexual de escolas públicas das 7a a 12a (equivalente ao que seriam o 4o ano do ensino médio no Brasil) séries nos EUA descobriu que 23 por cento dos educadores indicavam a abstinência como a única forma de prevenção de gravidez e doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) em 1999, comparados a 2 por cento dos professores que tinham a mesma atitude em 1988.

Cerca de 60 por cento dos professores que indicavam somente a abstinência disseram que não apresentavam qualquer informação sobre métodos contraceptivos ou ainda mostravam que a contracepção era ineficaz.

Cerca de um quarto dos professores afirmou que foi orientado a não instruir alunos sobre controle de nascimento, afirmam Jacqueline E. Darroch e sua equipe, do Instituto Alan Guttmacher, em Nova York, na edição de setembro e outubro de Family Planning Perspectives.

"Nossas descobertas são particularmente desanimadoras, considerando que a abstinência respondeu por cerca de um quarto da recente queda na taxa de gravidez entre adolescentes norte-americanas, enquanto um maior uso contraceptivo foi responsável pelo restante", afirmou Sara Seims, presidente do Instituto Alan Guttmacher, em um comunicado.

"E a taxa de gravidez adolescente e as taxas de DSTs entre adolescentes continuam altas", acrescentou Seims.

Em outras descobertas, 41 por cento dos professores em 1999 acreditavam que a abstinência era a mensagem mais importante, comparados a cerca de 25 por cento em 1988, quando a responsabilidade era a mensagem prioritária.

Além disso, atualmente, a abstinência está sendo ensinada a estudantes mais jovens do que há dez anos. De acordo com o estudo, isso pode estar acontecendo, pois cerca de 70 por cento dos professores acreditavam que alunos que aprendem sobre abstinência estão menos propensos a praticar sexo do que aqueles que aprendem sobre outras forma de prevenção de gravidez e DSTs.

Cerca de 86 por cento dos professores disseram que estudantes que são orientados a usar contraceptivos, caso sejam sexualmente ativos, estão mais propensos a fazer isso do que adolescentes que não foram instruídos sobre contraceptivos.

Atualmente, as aulas de educação sexual tendem menos a falar sobre aborto, como ter acesso a serviços de controle de nascimento e DST e orientação sexual do que aulas dadas durante os anos 80. Em 1999, os professores tendiam menos a dizer que a orientação sexual deve ser discutida do que professores da década anterior.

Um segundo estudo descobriu que as aulas de educação sexual nas 5a e 6a séries são menos comuns do que professores acreditam que elas devem ser. Além disso, normalmente, os professores sentem-se sem apoio das escolas e das comunidades.

Muitos professores, por exemplo, sentem-se pressionados pela comunidade, pelos pais ou pelos administradores das escolas para ensinar educação sexual de uma certa forma.

"Uma grande proporção de escolas estão fazendo pouco para preparar estudantes das 5a e 6a séries para a puberdade, muito menos para lidar com pressões e decisões em relação à atividade sexual", concluem os pesquisadores.

Sinopse preparada por Reuters Health

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