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Asfixia pós-parto pode levar à morte

16 de outubro de 2013 (Bibliomed). A campanha “Minuto de Outro”, da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), foi lançada na abertura do 36º Congresso Brasileiro de Pediatria, que ocorreu de 08 a 12 e outubro no Paraná, Brasil, e visa conscientizar a população sobre a necessidade dos primeiros sessenta segundos de vida da criança.

É fundamental que o bebê respire bem ao nascer, mas um em cada dez recém-nascidos precisa de ajuda para isso. No Brasil, cerca de 300 mil crianças por ano necessitam desse auxilio, e, entre os prematuros, esse número chega a seis em cada dez.

A não respiração adequada nos primeiros instantes de vida pode acarretar desde que deficiências no aprendizado escolar até em sequelas neurológicas graves e a morte.

No país, a asfixia ao nascer contribui para a morte precoce (em até sete dias) de cinco bebês nascidos a termo por dia. Para chegar a tal conclusão, pesquisadores do Programa de Reanimação Neonatal da SBP coletaram dados, fornecidos pelas Secretarias Estaduais de Saúde, que revelaram 21.377 óbitos de crianças sem anomalias congênitas associados à asfixia ao nascer, de 2005 a 2009. Tais dados correspondem a 12 mortes evitáveis diárias de bebês, sendo que cinco delas ocorreram em crianças que nasceram no tempo certo.

A maior incidência de morte ocorre nas regiões Norte e Nordeste, sendo 45% nas primeira 24 horas de vida, o que indica a inadequação da assistência antes, durante e após o parto. Além disso, 57% dos casos ocorrem em hospitais públicos e 67% fora das capitais. Em 40% dos casos foi preciso fazer a transferência da gestante ou do bebê para outro município, fato que indica a necessidade de regionalização do cuidado perinatal, do treinamento de obstetras, pediatras e profissionais responsáveis pelo contato inicial com o recém-nascido.

Nos últimos anos, a mortalidade neonatal se tornou o componente mais importante da mortalidade infantil, apesar de registrar uma lenta diminuição. Nas estimativas apresentadas pelo Ministério da Saúde, as mortes de crianças com menos de um ano de vida representam quase 70% do total.

Fonte: 36º Congresso Brasileiro de Pediatria, 08 a 12 de outubro, Rio de Janeiro, Brasil

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