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Distúrbio Alimentar é Ligado a Abuso Sexual em Adolescentes

Por Suzanne Rostler

NOVA YORK (Reuters Health) - As adolescentes que sofrem abuso sexual estão mais propensas a desenvolver distúrbios alimentares, de acordo com um novo estudo.

As descobertas sugerem que os médicos devem perguntar a suas pacientes que sofrem de distúrbios alimentares sobre abuso na infância. Além disso, o conhecimento dessa relação pode ajudar a evitar problemas alimentares em jovens abusadas sexualmente.

Stephen A. Wonderlich, principal autor do estudo, disse à Reuters Health que as descobertas também vêm adicionar informações a um crescente número de pesquisas que sugere que traumas na infância aumentam o risco de desenvolver distúrbios alimentares.

Wonderlich acrescentou, no entanto, que o mecanismo através do qual o trauma aumenta o risco ainda é desconhecido.

Pesquisadores da Escola de Medicina e Ciências de Saúde, da Universidade de North Dakota, em Fargo, analisaram o comportamento de distúrbios alimentares e a preocupação com a imagem em 20 meninas que sofreram abuso sexual e 20 meninas que não foram vítimas de abuso. Todas elas tinham entre 10 e 15 anos.

Os resultados do estudo, publicados na edição de outubro de Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry, revelam que meninas que sofreram abuso estavam mais insatisfeitas com seu peso e mais propensas a fazer dieta e eliminar o alimento através de vômito e por meio de uso de laxantes e diuréticos.

As meninas que sofreram abuso também tendiam mais a restringir o que comiam quando estavam aborrecidas.

Wonderlich sugere que meninas que sofreram abuso devem apresentar níveis mais altos de sofrimento emocional, possivelmente relacionados ao abuso, e ter problemas para lidar com situações difíceis.

"A restrição de alimentos e, talvez, outros comportamentos decorrentes de distúrbios alimentares podem (refletir) esforços para lidar com estas experiências", disse o pesquisador.

O estudo indica ainda que, enquanto meninas que sofreram abuso estavam menos propensas a ter tendências perfeccionistas (como fazer esforços extremos para evitar aborrecer outras pessoas e uma necessidade para ser 'a melhor'), elas tendiam a desejar corpos mais delgados do que meninas que não sofreram abuso.

Sinopse preparada por Reuters Health

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