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Estudo Mostra que Droga Ajuda a Tratar Depressão em Idoso

CHICAGO (Reuters) - A medicação pode ajudar pessoas idosas com depressão secundária, uma descoberta que pode fornecer pistas para tratar um problema mais comum que as formas severas de doença mental.

As conclusões do estudo foram publicadas na última edição semanal do Journal of the American Medical Association. O estudo verificou que o tratamento com o paroxetina, droga vendida sob o nome comercial de Paxil, ajudou a aliviar o distúrbio chamado distimia, uma forma crônica de depressão que dura pelo menos dois anos, assim como a depressão secundária, um problema que também prejudica as funções diárias em menor grau. A paroxetina é fabricada pela SmithKline Beecham, que forneceu o medicamento usado no estudo.

Os pesquisadores do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas, em Santo Antônio, estudaram 415 pacientes com 60 anos de idade ou mais com os dois distúrbios. Os grupos receberam paroxetina, placebo (substância inócua) ou uma forma de terapia comportamental que enfatizou a resolução dos problemas.

"De acordo com os testes em pessoas mais jovens e pacientes com mais sintomas, a (droga) terapia com um inibidor da reabsorção de serotonina foi efetiva para pacientes mais velhos com distimia, melhorando tanto os sintomas de depressão quanto as funções", concluiu o estudo.

"O paroxetina mostrou benefícios moderados para os sintomas de depressão e para a função mental em pacientes idosos com distimia e pacientes idosos severamente prejudicados pela depressão secundária", informou o estudo. Os cientistas também verificaram que os pacientes tratados com psicoterapia comportamental tiveram uma melhora mais rápida que os pacientes que receberam placebo, e os benefícios da psicoterapia foram menores que os do paroxetina.

Os pesquisadores informaram que a já conhecida lacuna existente sobre o tratamento da depressão secundária é um problema porque a "prevalência de distúrbios depressivos menos severos supera a depressão intensa, deixando os clínicos gerais sem recomendações de tratamentos baseadas em evidências para a maioria dos pacientes deprimidos".

Sinopse preparada por Reuters Health

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