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Artigos de saúde

Anticoncepção

© Equipe Editorial Bibliomed

Neste Artigo:

- Métodos hormonais
- Dispositivo Intra-Uterino (DIU)
- Métodos comportamentais
-
Contraceptivos de Barreira

O planejamento familiar tem se tornado pauta de incontáveis discussões no mundo tudo. Apesar da redução da fecundidade ser uma tendência observada na maioria dos países, ainda assim a população mundial vem aumentando a passos largos – já somos mais de 6 bilhões.

Conhecer os principais métodos de anticoncepção, seus prós e contras, é uma medida importante para um planejamento familiar bem sucedido.

Basicamente, existem 4 métodos de contracepção: hormonais, comportamentais, dispositivo intra-uterino e métodos de barreira.

Métodos hormonais

Os Métodos Hormonais são os mais difundidos, utilizados por milhões de mulheres. Oferecidos na forma de pílulas de baixa dosagem, combinadas, trifásicas e mensais (injetáveis), possuem como grande trunfo a facilidade no uso de ampla disponibilidade. Porém, existem sérias contra-indicações: os métodos hormonais não podem ser utilizados por mulheres com antecedentes de tromboflebite, doenças tromboembólicas, hipertensão arterial, doença coronariana, sangramentos uterinos sem causa conhecida, gravidez (constatada ou suspeita), diabetes insulino-dependente, insuficiência cardíaca e determinados tipos de câncer.

Além dessas contra-indicações absolutas, existem contra-indicações relativas – situações onde os benefícios dos métodos contraceptivos hormonais devem ser pesados com os potenciais riscos associados ao seu uso. Essas situações compreendem: mulheres nos primeiros 2 anos da primeira menstruação, doenças hepáticas agudas ou crônicas, aleitamento, depressão, enxaquecas, epilepsia, insuficiência renal, anemia falciforme, leucemia, imobilização prolongada, altos níveis de gordura no sangue (hiperlipidemia), fumantes e mulheres com mais de 35 anos de idade. Qualquer potencial usuária de um método hormonal que se encaixe em uma das categorias acima, deve discutir com seu(sua) médico(a) métodos alternativos para reduzir as possibilidade de complicações associadas à anticoncepção.

Os métodos hormonais, apesar de populares, não estão isentos de efeitos colaterais. Os principais são náuseas, vômitos, mudanças comportamentais, edema pré-menstrual, maior incidência de varizes, dores nas mamas, alterações do desejo sexual e modificações do fluxo menstrual. O ganho de peso associado ao uso da Pílula tem sido extensamente pesquisado, porém continua controverso.

Dispositivo Intra-Uterino (DIU)

Existem em vários modelos (alça de Lippes, anel de Ota, cobre, prata, progesterona, etc). Acredita-se que o DIU exerça seu efeito contraceptivo através de uma reação inflamatória no endométrio (camada mais interna do útero) e aumento da contratilidade das trompas. As vantagens do DIU são a escassez de efeitos colaterais, o baixo custo, a facilidade de aplicação e reversibilidade, a alta eficácia e o fato de não interferirem com a atividade sexual. Infelizmente, muito preconceito ainda ronda este método contraceptivo, quase sempre por puro desconhecimento.

Apesar das vantagens sobre os métodos hormonais, o DIU não deve ser utilizado em pacientes com suspeita de gravidez, naquelas com história de câncer uterino, doença inflamatória pélvica (gonorréia, clamídia, etc), anemia ou antecedente de gravidez ectópica. Além disso, existem contra-indicações relativas, como pacientes com anomalias uterinas (dificultam o posicionamento do DIU e diminuem sua eficácia), miomas mucosos, cervicites e colpites intensas, pós-aborto séptico e naquelas com alergia ao cobre.

Em geral, o DIU é aplicado no segundo dia da menstruação. O(a) médico(a) realiza um toque vaginal e visualização do colo uterino – como em um exame ginecológico de rotina. Após anti-sepsia do canal vaginal, é medida a altura para inserção do DIU (histerometria). O dispositivo é então introduzido por dentro de uma cânula guia e o fio de auxílio para inserção é cortado. Não é necessário tomar antibióticos – quando muito são prescritos antiespasmódicos e repouso. O controle é feito por meio de Ultra-som após uma semana e um mês e, a partir daí, a cada 6 meses. Recomenda-se só engravidar 2 meses após a retirada do DIU.

As principais complicações do DIU são sangramento e dor, expulsão do dispositivo, perfuração do útero, doença inflamatória pélvica e gravidez.

Métodos comportamentais

Nesta categoria estão incluídos a Tabelinha e o coito interrompido. Nenhum destes dois métodos isoladamente é considerado seguro e devem ser complementados por algum outro método. Em geral, o uso da Pílula ou do DIU já é suficiente e nenhuma alteração do intercurso sexual é necessária para evitar uma gravidez.

Contraceptivos de Barreira

São as camisinhas. Possuem vantagens importantes como ausência de efeitos colaterais, proteção de doenças sexualmente transmissíveis e disponibilidade sem necessidade de prescrição, com interferência médica mínima. Contudo, a aplicação está intimamente vinculada ao coito e pode interferir no estado emocional do casal, sendo necessária uma boa dose de motivação para seu uso. Além disso, são pouco eficazes no que diz respeito à contracepção em si e podem provocar irritação local.

Copyright © 2008 Bibliomed, Inc. 08 de dezembro de 2008

 



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