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Artigos de saúde

Aprendendo sobre a memória - I Parte

© Equipe Editorial Bibliomed

Neste Artigo:

- Que caminho ou que truques utilizamos para arquivar e depois resgatar algo memorizado?
- Por que a memória diminui?
- O Envelhecimento Normal

A memória reflete a capacidade de manter a informação dentro de um sistema de estocagem interno, de forma que ela possa ser acessada e utilizada posteriormente. A memória humana é um processo cognitivo complexo, que se manifesta em múltiplas vias paralelas, distribuindo a memória humana em vários "compartimentos", que seriam:

- Memória de Curto Prazo: capacidade de recordar informações logo após sua apresentação. É de capacidade limitada, ou seja, cerca de sete informações de cada vez. Ela permanece disponível por alguns minutos, mas se perde ou é substituída por nova informação, caso não seja muito estimulada, como através de repetições sucessivas e exercícios de recordação posteriores.

- Memória de Longo Prazo: capacidade de recordar informações mais tardiamente. Tem capacidade extraordinariamente grande, conseguindo reter informações por período indeterminado, sem necessidade de reforço.

- Memória Anterógrada e Retrógrada: memória anterógrada é a capacidade de armazenar novas informações a partir de um determinado momento. Memória retrógrada é a capacidade de se lembrar de informações ou eventos que ocorreram antes de um momento específico no tempo.

- Memória Recente e Remota: são duas subdivisões da memória retrógrada. A memória recente refere-se a informações adquiridas há pouco tempo (dias, semanas); memória remota refere-se a informações armazenadas há meses ou anos.

- Memória Declarativa e Não-Declarativa: a memória declarativa refere-se à aquisição de fatos, experiências e informações sobre eventos; é a memória diretamente acessível à consciência, podendo ser "declarada". A memória não-declarativa refere-se a várias formas de memória não diretamente acessíveis pela consciência (ou seja, circunstâncias nas quais a memória é expressa por meio de desempenho e não "declaração").

- Memória Episódica: é um subtipo de memória declarativa, que se refere a informações ligadas a um determinado local e momento. Para relembrar tal informação, deve-se recordar também o contexto espacial e temporal.

- Memória Semântica: é o segundo tipo de memória declarativa, que se refere ao conhecimento geral de fatos ou informações que não estão ligados a um contexto temporal e espacial específico.

Que caminho ou que truques utilizamos para arquivar e depois resgatar algo memorizado?

Um truque muito usado, principalmente por estudantes de pré-vestibular, e estimulado por seus professores é a codificação, processo pelo qual a informação é adquirida e convertida em uma representação mental arquivada (a informação é transformada em uma música ou em uma imagem gráfica, por exemplo). Essa informação é então armazenada por um processo de retenção, processo pelo qual a informação codificada é mantida ao longo do tempo, sem necessidade de reforço.

No momento que a informação é necessitada, entramos na fase do resgate, processo pelo qual a informação é rastreada e trazida novamente ao nível do consciente, quando então será utilizada.

Por que a memória diminui?

Os distúrbios da memória podem ser observados em vários contextos, inclusive com o processo normal de envelhecimento. Cientistas sugerem que lapsos momentâneos de memória, manifestados por esquecimentos corriqueiros do dia a dia, podem ser um sinal precoce de senilidade.

No primeiro estudo a respeito, especialistas em envelhecimento, memória e aprendizado coletaram evidências científicas fortes de que indivíduos que enfrentam lapsos de esquecimento estão sob risco aumentado de declínio de memória, que pode eventualmente progredir para doença de Alzheimer, em comparação com indivíduos que não observam alterações mentais deste tipo. Os resultados destes estudos foram apresentados no First Annual Dementia Congress, em Chicago, pelo Dr. Gary Small, em 2002. Segundo os pesquisadores, estes sinais de falha de memória podem se iniciar precocemente, mesmo aos 20 anos.

Informações recentes também falam contra a obesidade e o diabetes. Estes dois vilões danificariam os vasos sanguíneos cerebrais, aumentando e tornando precoce a perda da memória.

Deficiências importantes de vitaminas do complexo B podem levar à perda de peso intensa e também à perda de memória e até à confusão mental, de acordo com Mauro Fisberg, do Centro de Adolescentes da Unifesp (2003). Estudo com amostras populacionais constataram que a carência dessas vitaminas é um dos déficits nutricionais com maior incidência na população mundial, principalmente em indivíduos em fase de crescimento.

O uso continuado de medicamentos, como os Benzodiazepínicos, anticolinérgicos (por exemplo a escopolamina), antidepressivos heterocíclicos (imipramina, amitriptilina) anti-histamínicos, anti-parkinsonianos (como a benztropina) e alguns neurolépticos (por exemplo, as fenotiazinas), também se correlacionam à diminuição precoce da memória.

Outro fator que prejudica nossa memória é a ansiedade, principalmente quando ela ocorre na infância. A presença de ansiedade na infância, independente do subtipo, associou-se com maior risco de surgimento de déficits de memória, segundo estudos publicados em maio de 2006.

O Envelhecimento Normal

Os idosos comumente se queixam que sua memória não é mais confiável, e os estudos confirmam uma relação negativa entre a idade e o desempenho em testes de aprendizado e memória. Os transtornos da memória, associados ao envelhecimento normal, tendem a refletir um declínio generalizado na eficiência com a qual a informação é processada e acessada. A memória de curto prazo é bem preservada, a não ser que exista uma sobrecarga. Com relação à memória de longo prazo, na quinta década de vida já se evidencia o acometimento da capacidade de recordar histórias e listas de palavras. Parece que ocorre um comprometimento da capacidade de resgatar a informação, e não da codificação e da retenção.

Na segunda parte deste artigo daremos algumas dicas para melhorar sua memória. Não se esqueça!!

Copyright © 2007 Bibliomed, Inc.                                        18 de junho de 2007



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