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Artigos de saúde

Contracepção de emergência

Equipe Editorial Bibliomed

Neste artigo

- Introdução
- Como funciona o Anticoncepcional de Emergência?
- Quando usar um método contraceptivo de emergência?
- Eficácia
- Efeitos colaterais
- Conclusão
- Referências

 Introdução

Prevenir uma gravidez indesejada é algo que a humanidade anseia há séculos. Fontes históricas relatam que, desde o período dos hebreus, superstições, crenças e magias são usadas com esse propósito, tendo alguns métodos, precários e ineficazes na maioria das vezes, se tornado populares, como as duchas vaginais pós-coito.

Com o desenvolvimento da ciência, pesquisadores começaram a buscar métodos seguros e eficientes de evitar a concepção, tendo sido desenvolvidos diferentes tipos de métodos contraceptivos.

A maior parte dos anticonceptivos atua prevenindo a gravidez antes ou durante a relação sexual. Contudo, esses métodos são passiveis de falhas, e, quando essas ocorrem, é necessário adotar uma anticoncepção de emergência.

Diferente dos anticoncepcionais convencionais, os métodos de emergência atuam de forma a evitar a gravidez após a relação sexual. Popularmente conhecido como “pílula do dia seguinte”, esse método utiliza compostos hormonais concentrados e por curto período de tempo, devendo ser tomado no menor tempo possível após a relação.

Como funciona o Anticoncepcional de Emergência?

A pílula do dia seguinte pode ser utilizada deve ser ingerida até cinco dias após a relação sexual desprotegida e é constituída por uma combinação e estrogênio e um progestágeno sintético.

A combinação recomendada pela Organização Mundial da Saúde é a que contém etinil-estradiol e levonorgestrel em doses de 200g e 1mg, respectivamente, tomadas em duas doses iguais, a cada 12 horas, ou administradas em dose única.

No mercado ainda existem, ainda, pílulas com 50g de etinil-estradiol e 250g de levonorgestrel por comprimido, onde se deve utilizar comprimidos a cada 12 horas ou quatro comprimidos em dose única.

Quando usar um método contraceptivo de emergência?

A pílula do dia seguinte não deve ser utilizada como um método contraceptivo regular, sendo seu uso reservado para ocasiões específicas.

Entre as indicações de uso da anticoncepção de emergência está a relação sexual sem uso de método anticonceptivo, falha conhecida ou presumida do método em uso de rotina, uso inadequado do anticonceptivo e abuso sexual. Entre as falhas mais comuns dos anticoncepcionais estão rompimento do preservativo, o deslocamento do diafragma, o esquecimento prolongado do uso do anticonceptivo oral, o atraso na data do injetável mensal, o cálculo incorreto do período fértil e o erro no período de abstinência ou interpretação equivocada da temperatura basal.

Eficácia

Os anticoncepcionais de emergência têm elevado índice de efetividade, sendo esse de 75%. Isso significa que eles podem evitar três de cada quatro gestações que ocorreriam após uma relação sexual desprotegida.

 No entanto, a eficácia da pílula do dia seguinte pode variar de forma importante em função do tempo entre a relação sexual e sua administração: quanto maior o tempo entre a relação e a ingestão da pílula, maior o risco de falha.

Além disso, o uso frequente dos anticoncepcionais de emergência compromete sua eficácia, e essa é sempre menor do que os métodos contraceptivos tradicionais. É importante destacar que a contracepção de emergência não interrompe uma gravidez estabelecida.

Efeitos colaterais

O contraceptivo de emergência, assim como os demais métodos contraceptivos hormonais, podem levar a efeitos colaterais, sendo os mais comuns as náuseas e os vômitos que podem ser minimizados com o uso de antieméticos cerca de uma hora antes da tomada dos comprimidos. Podem ocorrer, ainda, dor nas mamas (mastalgia), dor de cabeça (cefaleia) e alteração do ciclo menstrual (atraso ou adiantamento da menstruação).

Conclusão

Embora a contracepção hormonal de emergência esteja indicada até um período de 72 horas após a relação sexual, quanto mais precocemente for instituída esta terapia, mais eficaz será este método de evitar uma gravidez.

Os contraceptivos orais com hormônios combinados (estrógeno e progesterona), usados como método de contracepção de emergência, reduzem a gravidez em cerca de 75%.

Referências

1. Bibliomed – http://www.bibliomed.com.br
2. Boa Saúde – http://www.boasaude.com.br
3. Anticoncepção de emergência. Perguntas e respostas para profissionais de saúde. Ministério da Saúde.

Copyright © Bibliomed, Inc. 11 de junho de 2013.



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