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24 de abril de 2026 (Bibliomed). A doença de Parkinson é uma condição neurológica progressiva que se manifesta através de tremores, rigidez motora e declínio cognitivo. Embora tenham tratamentos que tentam mitigar os sintomas, ainda não é possível interromper o avanço da doença ou oferecer uma cura definitiva.
A doença é multissistêmica, que afeta além do movimento o sono, a digestão e o pensamento, o que, segundo especialistas, sugere que sua origem está me uma rede neural ampla.
Uma equipe internacional de neurocientistas descobriu uma rede neural localizada no córtex motor responsável por traduzir intenções em movimentos físicos, que foi batizada de SCAN (Somato-Cognitive Action Network).
Segundo os autores, o Parkinson está enraizado em uma conectividade excessiva entre a SCAN e o subcórtex, área ligada às emoções e à memória. Essa conectividade anormal interrompe a coordenação entre corpo e mente.
Análises mostraram que as terapias mais bem-sucedidas são justamente aquelas que conseguem reduzir essa hiperconectividade, restaurando o equilíbrio no circuito cerebral responsável por planejar e monitorar ações, sendo até duas vezes mais eficaz na redução de sintomas em comparação com abordagens tradicionais.
Para os pesquisadores, essa nova compreensão sobre a doença de Parkinson abre caminho para tratamentos de precisão não invasivos, como a estimulação magnética transcraniana direcionada com precisão milimétrica, que, no futuro, poderá permitir intervenções precoces e menos invasivas.
Fonte: Nature. DOI: 10.1038/s41586-025-10059-1.
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