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03 de fevereiro de 2026 (Bibliomed). Sobreviventes de câncer do colo do útero têm quase o dobro do risco de desenvolver câncer anal em comparação com a população em geral, sugere pesquisa realizada na Universidade Médica da Carolina do Sul, nos Estados Unidos. Os resultados mostram que o risco aumenta com a idade e com o passar do tempo desde o tratamento do câncer do colo do útero. Os pesquisadores observaram que ambos os tipos de câncer estão ligados à infecção pelo papilomavírus humano (HPV), vírus transmitido principalmente durante o contato íntimo.
Para o estudo, os pesquisadores analisaram dados de mais de 85.000 mulheres nos EUA diagnosticadas com câncer do colo do útero, acompanhando-as por duas décadas para verificar quantas desenvolveram câncer anal posteriormente. Os resultados mostraram que as taxas de câncer anal entre sobreviventes de câncer do colo do útero aumentaram com a idade e ao longo do tempo, com a maioria dos casos ocorrendo entre mulheres de 65 a 74 anos, mais de 15 anos após o diagnóstico inicial. Em mulheres nessa faixa etária, a taxa de câncer anal é tão alta que as qualifica para exames de rotina como pacientes de alto risco.
Atualmente, o rastreio do câncer anal é recomendado apenas para certos grupos de alto risco, incluindo pessoas vivendo com HIV, receptores de transplantes de órgãos e mulheres que tiveram câncer de vulva. Segundo os autores, este estudo mostra que o risco não desaparece – na verdade, ele aumenta com a idade e ao longo do tempo. Isso porque os cânceres relacionados ao HPV podem levar anos, e às vezes décadas, para se desenvolver.
Os pesquisadores estão trabalhando em um projeto para determinar quando e com que frequência o rastreio deve ocorrer entre sobreviventes de câncer do colo do útero.
Fonte: JAMA Network Open. DOI: 10.1001/jamanetworkopen.2025.31362.
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