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02 de fevereiro de 2026 (Bibliomed). Pequenas quantidades de lítio podem ajudar a proteger o cérebro do Alzheimer e dos sinais de envelhecimento, indica pesquisa realizada na Harvard Medical School e na Rush University, mabas nos Estados Unidos, que mostrou que ratos eram alimentados com uma dieta pobre em lítio tinham amis inflação cerebral e os sinais de envelhecimento aceleravam.
No estudo, os pesquisadores compararam camundongos normais com camundongos geneticamente modificados para desenvolver alterações cerebrais associadas à doença de Alzheimer, incluindo o acúmulo de proteínas pegajosas. Camundongos submetidos a dietas com baixo teor de lítio desenvolveram problemas mais rapidamente, enquanto aqueles que receberam um composto específico de lítio chamado orotato de lítio apresentaram sinais de melhora cerebral.
Ao receberem orotato de lítio, os ratos apresentaram menos problemas de memória e menos aglomerados pegajosos conhecidos como placas beta-amiloides. Em humanos, essas placas são características da doença de Alzheimer.
Muitas pessoas conhecem o lítio como um medicamento usado para tratar o transtorno bipolar e a depressão, condições para as quais ele é utilizado há décadas. Mas este estudo sugere que quantidades muito pequenas de lítio estão naturalmente presentes no corpo e podem ser essenciais para a saúde do cérebro. Os pesquisadores suspeitam que a proteína beta-amiloide se liga ao lítio e impede que ele chegue às células cerebrais que precisam dele. Sem lítio suficiente, células chamadas microglia, que ajudam a limpar os resíduos no cérebro, param de funcionar corretamente. Isso cria uma espécie de ciclo: à medida que a proteína beta-amiloide se acumula, há ainda menos lítio disponível e o cérebro tem mais dificuldade em eliminar as proteínas prejudiciais.
Na primeira etapa do estudo, os cientistas testaram tecido cerebral e amostras de sangue de pessoas com e sem Alzheimer. Eles analisaram 27 metais e descobriram uma diferença fundamental: os níveis de lítio eram muito mais baixos no cérebro de pessoas com problemas de memória. Eles repetiram esse teste usando amostras de tecido cerebral de diversos hospitais e universidades e obtiveram os mesmos resultados.
Especialistas alertam que as pessoas não devem tomar suplementos de lítio sem orientação médica. As doses utilizadas neste estudo foram cerca de 1.000 vezes menores do que as doses usadas para tratar doenças mentais como o transtorno bipolar. Muitos alimentos saudáveis contêm pequenas quantidades de lítio, como vegetais folhosos verdes; nozes e leguminosas; certas especiarias como açafrão e cominho; algumas águas minerais.
Fonte: Nature. DOI: 10.1038/s41586-025-09335-x.
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