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Automutilação em crianças frequentemente envolve objetos domésticos

02 de fevereiro de 2026 (Bibliomed).Os casos de automutilação envolvendo crianças de 6 a 12 anos aumentaram drasticamente, e os pesquisadores alertam que produtos domésticos comuns estão frequentemente envolvidos. As conclusões são de pesquisa realizada no Nationwide Children's Hospital em Columbus, nos Estados Unidos.

Pesquisadores analisaram mais de 1,5 milhão de relatos feitos a centros de controle de intoxicações dos EUA entre 2000 e 2023. Embora a exposição geral a substâncias em crianças tenha aumentado mais de 50%, o número de casos ligados a suspeitas de suicídio ou automutilação quadruplicou.

O estudo constatou um aumento de 398% nos relatos de suspeita de automutilação entre crianças de 11 anos desde 2000 e de 343% entre crianças de 12 anos. Quais são os produtos mais frequentemente envolvidos? Analgésicos, anti-histamínicos, remédios para resfriado, vitaminas e outras substâncias domésticas disponíveis eram comumente utilizados.

Os pesquisadores alertam que a presença de mais medicamentos e substâncias tóxicas em casa aumenta os riscos potenciais. Além disso, as partes do cérebro de uma criança responsáveis pela tomada de decisões e pelo planejamento ainda estão em desenvolvimento, o que pode torná-las mais impulsivas. Isso, aliado ao fácil acesso a medicamentos e outras substâncias tóxicas, pode aumentar a probabilidade de automutilação.

Os pesquisadores recomendam guardar medicamentos com e sem receita em local seguro, descartar produtos não utilizados de forma segura e considerar mudanças nas embalagens de medicamentos de alto risco. Além disso, os cuidadores devem atentos aos primeiros sinais de sofrimento, ficando atentos a mudanças de humor, comportamento, sono, apetite e frequência escolar, e procurar ajuda caso surjam quaisquer preocupações.

Fonte: Pediatrics. DOI: 10.1542/peds.2024-069753.

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