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Pobres têm maior risco de desenvolver doenças cardíacas

06 de novembro de 2020 (Bibliomed). Ser rico parece reduzir o risco de uma pessoa ter doenças cardíacas, pelo menos nos Estados Unidos. É o que mostra um estudo realizado pela Escola de Saúde Pública da Universidade de Boston, nos EUA.

A prevalência de condições como insuficiência cardíaca congestiva, angina e acidente vascular cerebral entre os indivíduos com renda entre os 20% mais ricos a nível nacional variou de cerca de 1% a 1,5%. Para os 80% restantes das pessoas, no entanto, a prevalência dessas condições variou de cerca de 2,8% a 3,1%. Enquanto isso, a prevalência de ataque cardíaco foi de cerca de 3,9% entre os 80% mais pobres, em comparação com cerca de 2,1% para os 20% mais ricos.

As descobertas são baseadas em uma análise de dados de quase 45.000 americanos adultos que participaram da Pesquisa Nacional de Exame de Saúde e Nutrição entre 1999 e 2016.

Nos 20% dos participantes com maior renda familiar, a prevalência de angina caiu para 0,3% de 3,4% entre 1999 e 2016, enquanto a prevalência de ataque cardíaco caiu para 1,4% de 3,2% no mesmo período, a prevalência de insuficiência cardíaca congestiva neste grupo diminuiu de 1,2% para 0,5% e a prevalência de acidente vascular cerebral permaneceu estável em cerca de 1%.

Embora as pessoas nos 80% restantes também tenham visto declínios na prevalência de angina (de 3,3% para 2,6%) e ataque cardíaco (de 4% para 3,6%) eles diminuíram em uma taxa muito menor, explicam os pesquisadores.

Além disso, a prevalência de insuficiência cardíaca congestiva (para 2,8% de 2,6%) e acidente vascular cerebral (para 3,2% de 2,9%) aumentou entre os 80% daqueles com renda mais baixa durante o período do estudo. Os pesquisadores destacam que essas condições são importantes porque estão associadas a altos gastos com tratamentos, o que aumenta a carga desproporcional das doenças cardiovasculares no país.

Fonte: JAMA Network Open. DOI: 10.1001/jamanetworkopen.2020.18150.

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