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Uma pior função multissensorial pode acelerar o envelhecimento cognitivo

19 de agosto de 2020 (Bibliomed). Até que ponto o agravamento da função multissensorial estaria associado à aceleração do envelhecimento cognitivo?

Um novo estudo, publicado na revista Alzheimer & Dementia buscou responder a esta pergunta. Pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Francisco matricularam 1.794 adultos de 70 a 79 anos sem demência e os seguiram por até 10 anos para examinar a associação entre comprometimentos multissensoriais e demência. O escore da função multissensorial foi baseado em quartis de amostra de visão, audição, olfato e toque medidos objetivamente no total. Nos modelos ajustados para dados demográficos e condições de saúde, foram avaliados os riscos de demência incidente e declínio cognitivo associado ao escore.

Os pesquisadores descobriram que, comparando tercis multisensoriais ruins e bons e comparando tercis médios e bons, o risco de demência foi 2,05 e 1,45 vezes maior, respectivamente. Taxas mais rápidas de declínio cognitivo foram observadas em associação com cada ponto pior no escore de função multissensorial.

Assim, segundo os autores, as avaliações multissensoriais podem ser uma ferramenta importante de estratificação de risco para identificar aqueles indivíduos com alto risco de envelhecimento cognitivo acelerado e outros resultados prejudiciais para a saúde.

Fonte: Alzheimer's Dement. 2020; 1-9.

Copyright © 2020 Bibliomed, Inc.

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