Operar da vesícula durante a gravidez pode ser mais seguro do que esperar pelo parto

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Maternidade

Para mulheres grávidas com cálculos dolorosos, a cirurgia imediata para remover a vesícula biliar infectada pode ser melhor do que adiar a operação até após o parto, sugere um estudo do Thomas Jefferson University Hospital, nos Estados Unidos.

A doença aguda da vesícula biliar é chamada de colecistite, e as diretrizes atuais recomendam a cirurgia para a colecistite aguda durante a gravidez, mas muitos pacientes e profissionais de saúde optam por adiar o procedimento.

Para o estudo, os pesquisadores analisaram os registros de 6.390 mulheres grávidas internadas em um hospital por colecistite entre janeiro de 2010 e setembro de 2015. Apesar das orientações, apenas 38% das mulheres fizeram cirurgia para remover a vesícula biliar durante a gravidez.

As mulheres grávidas que não fizeram a cirurgia tinham três vezes mais probabilidade de ter complicações no nascimento de seus filhos do que aquelas que fizeram a cirurgia. As complicações incluíram natimorto, baixo crescimento fetal, parto prematuro, parto cesáreo, sangramento, coágulos sanguíneos e infecções. Essas diferenças foram principalmente devido ao aumento do risco de baixo crescimento fetal, parto prematuro e cesariana.

Além disso, as mulheres que não fizeram a cirurgia durante a gravidez tinham 61% mais chances de serem readmitidas no hospital 30 dias após a alta e 95% mais chances de serem readmitidas com uma complicação, observaram os pesquisadores. Para os pesquisadores, os dados não dizem exatamente porque as complicações ocorrem, mas indicam que elas são mais comuns em mulheres cujas cirurgias foram adiadas após levar em conta as diferenças entre os grupos, indicando que há riscos em esperar pela cirurgia.

Fonte: Annals of Surgery. Volume 272 – Issue 2. 2020.

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