Dormir pouco pode ter consequências mais sérias do que cansaço no dia seguinte. Um estudo americano sugere que pessoas que dormem menos de sete horas por noite tendem a ter menor expectativa de vida.
Os pesquisadores analisaram dados nacionais de saúde e compararam hábitos de vida com a expectativa média de vida em diferentes regiões dos Estados Unidos. Entre vários fatores avaliados, o sono insuficiente apareceu como um dos mais fortemente associados a viver menos, ficando atrás apenas do tabagismo.
O padrão se manteve ao longo dos anos analisados e em grande parte do país. Segundo os especialistas, o sono é essencial para o bom funcionamento do coração, do sistema imunológico e do cérebro. Quando o descanso é cronicamente insuficiente, o risco de doenças aumenta, o que pode levar à morte precoce.
Embora o estudo não prove que dormir pouco cause diretamente a redução da expectativa de vida, os resultados reforçam a importância do sono como pilar da saúde. Assim como alimentação equilibrada e atividade física, dormir bem deve ser tratado como prioridade para quem deseja viver mais e melhor.
Fonte: SLEEP Advances. DOI: 10.1093/sleepadvances/zpaf090.








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