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Fluoxetina é mais eficiente quando associada à terapia cognitiva

26 de dezembro de 2011 (Bibliomed).  A fluoxetina é um antidepressivo muito usado, mas existem controvérsias quanto aos efeitos variados vistos por usuarios que consomem o medicamento. Um estudo recente reforça a teoria de que o uso isolado da fluoxetina não é suficiente para o tratamento da depressão e que ele deve ser acompanhado por terapia cognitiva.

O estudo, desenvolvido na Universidade de Helsinki na Finlândia, foi feito com ratos de laboratório, que foram condicionados a terem medo de um barulho que sempre vinha acompanhado de um leve choque. Os ratos foram então divididos em dois grupos, sendo que aproximadamente metade deles estava recebendo um tratamento com fluoxetina desde três semanas antes do experimento com o barulho.

Após o condicionamento, alguns ratos receberam o que foi chamado pelos pesquisadores de 'terapia de extinção', em que o medo dos animais foi reduzido. Os pesquisadores soavam o ruído, mas não aplicavam o choque. Algum tempo depois os choques foram aplicavam novamente, mas sem o ruído, e depois ruído era soado mas sem os choques.

Ao examinarem os cérebros dos animais após os experimentos, os pesquisadores viram que os ratos que haviam recebido a fluoxetina tiveram respostas cerebrais diferentes do que as dadas pelos ratos que haviam recebido a psicoterapia. Dos ratos que apenas fizeram a terapia, 40% não conseguiam se mover ao ouvirem o barulho, e 40% dos que apenas tomaram a fluoxetina também mostraram o mesmo comportamento. Porém, dentre os ratos que receberam uma combinação das duas abordagens, apenas 15% não conseguiram se mover.

"Nós mostramos que uma combinação de tratamento com remédios antidepressivos com exposição de um modelo para ratos de psicoterapia produziu um efeito benéfico que não foi obtido com cada tratamento isoladamente", explica o pesquisador Eero Castrén.
Apesar de o estudo ter sido realizado com ratos, os resultados encontrados ajudam na confirmação de que apenas a fluoxetina ou apenas a psicoterapia são menos eficientes do que uma combinação dos dois tratamentos.

O estudo foi publicado no periódico Science.

Fonte: Live Science 22 de dezembro de 2011

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