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Detecção de anticorpos adianta tratamento de doença autoimune

25 de maio de 2011 (Bibliomed). Pesquisa realizada na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) identificou o anticorpo NMO-IgG, um dos indicativos da neuromielite óptica recorrente (NMO), que é uma doença autoimune que causa inflamação dos nervos ópticos e da medula espinhal, podendo levar à cegueira e à paralisia.
A neuromielite óptica recorrente é uma doença rara e, por falta de estudos na área, costuma ser diagnosticada tardiamente, quando já deixou seqüelas graves. Tarso Adoni, autor da pesquisa, diz que os resultados obtidos são significativos e podem aumentar a qualidade de vida dos portadores da síndrome.

Dos 28 pacientes envolvidos na pesquisa, 64,5% apresentaram o NMO-IgG, estatística semelhante a de outros países do mundo. “Quando um portador da NMO apresenta um sintoma, como uma diminuição abrupta da acuidade visual, muitas vezes não se consegue identificar o motivo e ele pode permanecer sem diagnóstico até que novos episódios aconteçam. Com a descoberta de que uma parcela expressiva dos pacientes possui o anticorpo, faz-se um teste em busca dele. Ao encontrá-lo, a doença é detectada antes de alguma consequência mais grave, como perda da visão ou paralisia”, explica Adoni

A NMO não tem cura, mas com o tratamento é possível retardar os sintomas. Se diagnosticada precocemente, pode ser tratada antes de uma nova manifestação e a pessoa pode ter uma vida normal. Adoni enfatiza que o tratamento é feito por meio de medicamentos imunossupressores, que deixam o sistema de defesa do organismo mais inofensivo, evitando que ataque a si próprio, e deve ser feito pelo resto da vida.

Fonte: Agência USP, 17 de maio de 2011

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