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Uso da pílula do dia seguinte requer cuidados

09 de maio de 2011 (Bibliomed). O anticoncepcional de emergência, popularmente conhecido como pílula do dia seguinte, foi criado para casos onde acontece o contato do sêmen com a vagina, como, por exemplo, quando a camisinha estoura. Contudo, seu uso esta se tornando muito freqüente, o que representa um risco para saúde da mulher.
Especialistas lembram que esse tipo de anticoncepcional só deve ser usado em casos de emergência, e não como um método contraceptivo convencional. A pílula do dia seguinte tem em sua fórmula 20% mais hormônio do que os demais anticoncepcionais, o que representa tomar 10 comprimidos de uma só vez.

A elevada concentração de hormônios causa efeitos colaterais, já que desregula o ciclo normal do corpo da mulher. Os médicos explicam que o uso desse medicamento pode alterar o ciclo menstrual e o tempo da ovulação, ficando impossível calcular o período fértil e o dia da menstruação.

Dor de cabeça, retenção de líquido, sensibilidade nos seios, náusea e vômito também podem surgir após o uso dessa pílula. “Além disso, seu uso indiscriminado pode fazer com que ela perca a eficiência”, diz Anderson Moura, professor de ginecologia da Faculdade de Medicina do ABC. “Caso seja ingerida junto com anticoncepcional comum, pode causar danos mais sérios como trombose (coágulo grave nos vasos sanguíneos)", explica.

Além de problemas imediatos, o uso exagerado da pílula do dia seguinte pode trazer complicações em gravidezes futuras. A quantidade excessiva de hormônios aumenta a probabilidade de uma futura gravidez ectópica (quando o bebê é gerado fora do útero). Os especialistas lembram que nem todas as mulheres podem fazer uso desse método, como, por exemplo, aquelas que têm doença no sangue, problemas vasculares, são hipertensas ou muito obesas.
Há dois tipos de pílula do dia seguinte: dose única, que deve ser tomada em até 72 horas após a relação sexual; e dois comprimidos, um ingerido após a relação e outro depois de 12 horas. No entanto, os dois devem ser tomados o mais rápido possível. Quanto mais tempo demorar, menor a eficácia.

Por fim, os especialistas lembram que nenhum método contraceptivo hormonal previne contra doenças sexualmente transmissíveis, e só o uso da camisinha é capaz disso.

Fonte: Prontuário de Notícias, 4 de maio de 2011

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