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Educação contra bullying começa em casa

05 de maio de 2011 (Bibliomed). O bullying acontece quando uma pessoa pratica atos de violência física ou psicológica contra outra que, por algum motivo, não consegue se defender. Essa atitude frequentemente causa traumas que podem acompanhar um indivíduo durante anos. Muitas vezes, o bullying acontece entre crianças, sendo que o “valentão” pode continuar agindo dessa forma durante toda a sua vida. Uma forma de impedir que crianças desenvolvam esse comportamento é através da educação que os pais dão aos seus filhos dentro de casa e também o modo como o relacionamento entre os adultos e a criança é estabelecido.

Uma pesquisa desenvolvida nos centros médicos University of Texas Southwestern Medical Center e Children’s Medical Center (EUA) analisou a ocorrência de bullying em filhos de pais que participaram de um estudo nacional sobre saúde infantil de 2003 a 2007. De acordo com esses dados, uma em cada seis crianças entre as idades de 10 e 17 anos praticou o bullying frequentemente durante 2007. Em 2003, 23% das crianças tinham agredido colegas de alguma forma e em 2007 essa estatística aumentou para 35%.

O estudo mostrou que a maioria das crianças que agiam de forma violenta contra outras tinham problemas emocionais, comportamentais ou desenvolvimentistas. Entre as crianças que não praticavam o bullying, as chances de essas complicações ocorrerem eram três vezes menores, sendo que um em cada cinco agressores apresentava algum desses problemas.

Para evitar o bullying e promover a saúde mental da criança, os pais devem estar atentos ao comportamento dos filhos e manter diálogos com as crianças. Alguns fatores que podem aumentar as probabilidades de a criança começar a agredir colegas é a forma como os pais a tratam, sendo violentos ou deixando claro que ela é um incômodo. A autora da pesquisa Dra. Rashmi Shetgiri, afirma que “os pais podem encontrar formas efetivas de administrarem qualquer sentimento de raiva contra a criança e podem trabalhar com profissionais para terem certeza de que quaisquer preocupações emocionais ou comportamentais que eles tiverem com a criança, assim como com a saúde mental deles mesmos, serão abordadas”.

A pesquisa foi apresentada na reunião anual da Pediatric Academic Societies.

Fonte: UPI 3 de maio de 2011

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