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Droga Pode Ajudar Mulher Adulta a Combater Acne

NOVA YORK (Reuters Health) - Baixas doses da droga espironolactona podem ajudar a limpar a acne em mulheres adultas que desenvolvem o problema de pele por razões hormonais, sugeriu um estudo.

A droga é um diurético usado algumas vezes para tratar pacientes com insuficiência cardíaca e tem sido usada em doses maiores para tratar acne, mas causa efeitos colaterais como irregularidades na menstruação, flacidez no seio, dor de cabeça, fadiga e vertigem na maioria dos pacientes.

No novo estudo, publicado na edição de setembro do Journal of the American Academy of Dermatology, baixas doses de espironolactona -- tanto sozinha como em combinações com outros tratamentos -- reduziu a acne em muitas mulheres que não tinham conseguido bons resultados em tratamentos anteriores.

Entre as participantes do estudo -- 85 mulheres entre 18 e 52 anos de idade -- muitas não foram beneficiadas por antibiótico oral (80 por cento), isotretinoína (14 por cento) ou anticoncepcional oral (16 por cento).

A acne das mulheres era atribuída a problemas hormonais porque se desenvolvia durante a fase adulta, tendendo a ocorrer justo antes da menstruação ou era associada a cistos ovarianos ou hirsutismo (crescimento de pelos no rosto ou em outros lugares).

"A despeito dos avanços consideráveis na terapia da acne nos últimos 20 anos, falhas no tratamento são comuns. Permanece uma necessidade de alternativas para o tratamento com melhora na efetividade e efeitos colaterais aceitáveis", conforme James C. Shaw, da Universidade de Chicago.

A dose usual da espironolactona no tratamento da acne é de 150 a 200 miligramas por dia. As mulheres no estudo de Shaw tomaram entre 50 e 100 miligramas por dia.

"A limpeza completa ou a melhora marcante da acne foram experimentadas em 66 por cento das mulheres que receberam baixas doses de espironolactona", relataram os pesquisadores.

Essa taxa de resposta é similar à verificada em pesquisas anteriores com doses mais altas.

Quase 60 por cento das pacientes não relataram efeitos colaterais e apenas cerca de uma em cinco (18 por cento) relatou irregularidades na menstruação.

A redução da pressão arterial, um efeito colateral comum da espironolactona, foi observada em 19 das 85 mulheres, mas houve apenas uma redução desprezível na pressão. A flacidez do seio foi relatada por cerca de 5 por cento das mulheres.

"No tratamento de acne em mulheres adultas, baixas doses de espironolactona, usada tanto como terapia única quanto como tratamento complementar, parecem ser associadas a resultados favoráveis sendo melhor toleradas", concluiu Shaw. O investigador recomendou estudos maiores para avaliar a melhor dose.

Sinopse preparada por Reuters Health

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