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Células-Tronco Ajudam a Tratar Criança com Leucemia

NOVA YORK (Reuters Health) - Tratamentos agressivos para câncer aplicados em crianças muito pequenas com leucemia aumentam bastante a sobrevida, relataram pesquisadores.

Um estudo com crianças de 1 ano de idade ou menores, que tiveram recaída da leucemia, verificou que mais de 60 por cento dos pacientes ainda estavam vivos e livres da doença cinco anos depois de terem recebido altas doses de quimioterapia e transplante de células-tronco.

Infelizmente, muitas crianças pequenas têm uma recaída na leucemia depois de serem tratadas com doses normais de quimioterapia.

A equipe de pesquisadores chefiada por Fernando Marco, do Hospital Universitário Marques de Valdecilla (Espanha), descobriu agora que uma combinação de procedimentos mais agressiva leva a um "melhora visível" em muitas crianças.

Os resultados do estudo foram publicados na edição de setembro do Journal of Clinical Oncology.

Todas as 26 crianças que participaram do estudo receberam altas doses de quimioterapia para matar as células cancerosas e limpar o sistema imune.

Depois, as crianças receberam transplante de células-tronco que são células imaturas circulando no sangue com potencial de originar qualquer tipo de célula sanguínea ou do sistema imune.

O objetivo do transplante de células-tronco é ajudar o corpo a construir um sistema imune capaz de combater o câncer.

Conforme o relato, na maioria dos casos o procedimento agressivo foi proveitoso. Mais de cinco anos depois do tratamento, 18 das 26 crianças ainda estavam vivas e quase todas sem câncer.

As taxas de sobrevivência foram similares independentemente das crianças terem recebido células-tronco do seu próprio corpo ou de um doador. Um transplante usando células doadas é chamado alogênico, enquanto o que usa células da própria pessoa é chamado autólogo.

Os transplantes de célula-tronco podem oferecer riscos substanciais incluindo a chance de ter um problema potencial fatal chamado reação do enxerto versus hospedeiro mas. conforme o relato, nenhuma das crianças morreu de complicações relacionadas ao transplante. "Nosso estudo apoia a recomendação de intensificar o transplante precoce de células-tronco autólogas ou alogênicas para crianças com leucemia aguda", concluiu a equipe de pesquisadores.

Sinopse preparada por Reuters Health

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