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Notícias de saúde

Distúrbios alimentares encontram apoio em grupos na internet

23 de fevereiro de 2011 (Bibliomed). Médicos e familiares de pessoas que sofrem de distúrbios alimentares passam momentos difíceis tentando ajudar os pacientes a superarem o problema. Mas sociedades secretas na internet de apoio à bulimia e anorexia podem dificultar esse trabalho.

Pesquisadores da Universidade de Cincinnati (EUA) exploraram sites de redes sociais, sites pró-anorexia e blogs de outubro de 2006 a maio de 2007. Eles acreditam que os dados recolhidos pertencem principalmente a mulheres caucasianas de 13 a 26 anos.

As sociedades online a favor de distúrbios alimentares usam estratégias comunicacionais para incentivar hábitos característicos das doenças. Os sites e blogs são usados como espaço de discussão, onde pessoas dividem diversas informações. Eles transmitem a idéia de que a anorexia e a bulimia são movimentos a serem aderidos, e oferecem conselhos, dicas e encorajamento às pessoas que querem “fazer parte” desse grupo.

Outro fato alarmante identificado pelos pesquisadores é a promoção de sentimentos de inferioridade e auto-desprezo. Pessoas postam em fóruns opiniões negativas sobre si mesmas, apontando defeitos e erros. A “comunidade” do site pode então postar comentários, que frequentemente concordam com o depoimento inicial.

Os autores do estudo explicam que “adotar a ambivalência do auto-desprezo e auto-encorajamento é uma estratégia importante porque ilustra o redemoinho interior que reside dentro dos participantes (de comunidades) pró-anorexia. Eles se apegam implacavelmente à idéia de que atingir certo nível de magreza irá de alguma forma remediar seus sentimentos de inutilidade e indesejabilidade”.

O que possibilita a disseminação desses grupos é a característica anônima da internet, que permite que pessoas postem suas opiniões extremas e perigosas. A interatividade entre os membros do grupo possibilita a construção de idéias positivas a partir de atitudes negativas.

No relatório, que será publicado no periódico New Media & Society, os autores chamam a atenção para a necessidade de entender o impacto que esse tipo de site pode ter na sociedade. Compreender a forma como essas redes funcionam pode trazer uma nova abordagem mais completa de tratamento dessas doenças.

Fonte: University of Cincinnati News 22 de fevereiro de 2011

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