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Pesquisa identifica neurônios que se comportam como membros do Facebook

19 de janeiro de 2011 (Bibliomed). Uma pesquisa realizada na Universidade Carnegie Mellon (EUA), descobriu que dentro do neocórtex cerebral existem neurônios que se comportam como membros de redes sociais. Alguns neurônios dessa sub-rede emitem e recebem mais informações do que outros e são altamente ativos, assim como integrantes de redes de relacionamento como o Facebook e o Orkut.

Acredita-se que o néocortex seja a principal área do cérebro responsável pelo aprendizado. Ele é formado por trilhões de neurônios e é responsável por funções importantes como a motora, a percepção sensorial, o pensamento consciente e a linguagem.

Para realizar a pesquisa, os cientistas utilizaram um modelo de camundongo transgênico. Ao utilizar a GFP –  proteína verde fluorescente – no animal, foi possível fazer com que os seus neurônios acendessem quando estivessem ativos. O objetivo era observar quais dos neurônios do camundongo eram mais frequentemente ativados.

O que torna esses neurônios similares a membros do facebook é que esse é um grupo pequeno de neurônios, mas que recebe e envia uma quantidade de informações maior do que os outros integrantes da mesma rede. De acordo com Alison Barth, uma das autoras do estudo, "É como no Facebook. A maioria dos seus amigos não posta muito - quando posta. Mas há uma pequena porcentagem dos seus amigos no Facebook que atualiza seu status e sua página frequentemente. Essas pessoas têm mais chance de estarem ligadas a mais amigos. Assim, além de compartilharem mais informações, eles também estão recebendo mais informações de sua rede ampliada, que inclui outros participantes mais ativos”.

Os cientistas já suspeitavam que a maioria do “trabalho” realizado no neocórtex era feito por uma pequena proporção dos neurônios, mas não havia evidências práticas disso. Apesar de essa área ser estudada há 40 anos, a tecnologia disponível não permitia que fossem visualizados neurônios individuais. A descoberta vai trazer avanços para diversas áreas da neurociência.

Fonte: Live Science 10 de janeiro de 2011

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