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Obesidade tem forte impacto na incidência de câncer, segundo relatório

21 de dezembro de 2010 (Bibliomed). O relatório Saúde Brasil 2009, divulgado neste ano pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), revelou que 46,6% dos brasileiros estão acima do peso, e que a obesidade tem forte impacto sobre o câncer - doença que se apresenta como a segunda causa de morte no Brasil, com uma estimativa de mais de 978 mil novos casos no país no período de 2010 e 2011.

De acordo com o relatório, uma fração importante dos casos de câncer poderia ser evitada no Brasil apenas com o controle da obesidade. Entre as mulheres, o excesso de peso está mais relacionado ao câncer de colo de útero (29% dos casos) e ao câncer de esôfago (26%); e, entre os homens, ele está associado a 25% dos casos de câncer de pâncreas e 20% dos casos de câncer no esôfago. E outros cânceres citados no documento são o renal, o colorretal e o de mama.

O nutricionista Fábio Gomes, do Inca, explica que a alimentação pode ser fator de proteção ou risco para o câncer. Frutas, legumes e verduras são considerados alimentos protetores, enquanto os alimentos processados, sal e álcool aumentariam o risco de desenvolver a doença. O especialista acrescenta que o consumo de bebidas adoçadas, como refrigerantes e refrescos à base de xaropes, e de alimentos de alta densidade energética (que contêm mais de duas calorias para cada grama de alimento) disparou nos últimos 30 anos, aumentando os casos de obesidade e de câncer.

A recente Pesquisa de Orçamentos Familiares, do IBGE, confirmou o crescimento explosivo da obesidade no Brasil nas três últimas décadas. O estudo revelou que metade dos brasileiros adultos apresenta peso excessivo, assim como uma em cada três crianças de cinco a nove anos, e um em cada cinco adolescentes. "Essa situação alarmante implicará um aumento da parcela da população que é ou será futuramente acometida por vários tipos de câncer", afirma o especialista do INCA.

Segundo Fábio Gomes, o controle da obesidade demanda compromissos e investimentos que passam pela regulação do estímulo ao consumo de alimentos processados e por políticas que incentivem a prática de atividades físicas. “O primeiro passo seria proteger o público infantil, diminuindo as chances de que as crianças de hoje sejam futuras pacientes de câncer”.

Fonte: INCA - Agência de Notícias. 16 de dezembro de 2010.

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