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Andar de bicicleta pode atrapalhar saúde reprodutiva masculina, diz estudo

17 de dezembro de 2010 (Bibliomed). Embora as atividades físicas sejam associadas à saúde geral, a prática do ciclismo pode afetar negativamente a saúde reprodutiva do homem, segundo recente estudo da Universidade de Boston, nos EUA. De acordo com os autores, homens que andam de bicicleta pelo menos cinco horas por semana tem espermatozoides em menor quantidade e menos ativos do que os outros.

Diversas pesquisas com ciclistas profissionais têm demonstrado que essa atividade pode estar associada a problemas genitais e urinários, além de pior qualidade do sêmen. E o novo estudo indica que homens que praticam o ciclismo em níveis mais moderados, de forma amadora, podem enfrentar os mesmos problemas que aqueles que participam de competições.

Avaliando 2,2 mil homens atendidos em clínicas de fertilidade, os especialistas notaram que aqueles que se exercitavam regularmente - mesmo de forma vigorosa - não eram mais propensos a ter problemas com a quantidade ou qualidade dos espermatozoides, comparados aos sedentários. Entretanto, a análise do tipo específico de exercício mostrou que aqueles que andavam de bicicleta pelo menos cinco horas por semana tinham duas vezes mais chances de ter espermatozoides em menor quantidade e com menos mobilidade.

Publicados na edição de dezembro da revista Fertility and Sterility, os resultados indicaram que, enquanto 23% dos sedentários tinham baixa contagem de espermatozoides, 31% daqueles que pedalavam pelo menos cinco horas por semana apresentavam esse problema. E as taxas de baixa mobilidade dos espermatozoides foram de 27% e 40%, respectivamente.

Segundo os especialistas, o trauma e o aumento da temperatura no escroto, causada pelo atrito com o banco da bicicleta, poderia explicar a relação entre a prática do ciclismo e a saúde do sêmen. Entretanto, é possível que os homens incluídos no estudo não sejam uma amostra representativa da população geral, visto que todos os participantes haviam procurado clínicas de fertilidade por causa de problemas reprodutivos. Por isso, “mais estudos são necessários para replicar as descobertas, antes que possam ser consideradas causais”.

Fonte: Fertility and Sterility. 01 de dezembro de 2010.

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