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Estigma pode manter alcoólatras longe do tratamento, aponta pesquisa

06 de dezembro de 2010 (Bibliomed). O estigma - ou forte desaprovação social - do alcoolismo faz com que dois terços das pessoas diagnosticadas com dependência do álcool não procurem o tratamento adequado para o problema, segundo estudo da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos. De acordo com a pesquisadora Katherine Keyes, pessoas diagnosticadas com alcoolismo em algum momento da vida são 63% menos propensas a procurar tratamento se acreditarem que serão estigmatizadas quando as outras pessoas descobrirem seu problema.

Em pesquisa com 34 mil pessoas com mais de 20 anos - entre as quais 6 mil relataram problemas com álcool -, os pesquisadores descobriram uma relação significativa entre a maior percepção de estigma do alcoolismo e uma menor procura aos serviços de atendimento médico para tratamento desse problema de saúde. Além disso, uma maior percepção de estigma foi associada ao sexo masculino e à pessoas não brancas e de menor renda e escolaridade.

“Pessoas com transtornos alcoólicos que percebem altos níveis de estigma em relação ao álcool podem evitar entrar em tratamento porque isso confirma seu pertencimento a um grupo estigmatizado”, escreveu a pesquisadora na edição de novembro do American Journal of Epidemiology. “Uma ligação entre visões altamente estigmatizadas do alcoolismo e a falta de serviços de saúde sugerem que a redução do estigma deve ser integrada com esforços de saúde pública para promover o tratamento”, explicou a especialista.

Fonte: American Journal of Epidemiology. Novembro de 2010.

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