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AZT Não Afeta Coração de Bebês, Mostra Novo Teste

BOSTON (Reuters) - Novos testes com a droga para Aids AZT demonstram que, ao contrário do que ocorre em bebês de macacos expostos à droga, o medicamento não danifica o coração de recém-nascidos humanos, afirmam pesquisadores na edição de quinta-feira de New England Journal of Medicine.

A droga, também conhecida como zidovudina e comercializada com o nome de Retrovir pela Glaxo Wellcome, provocou algumas anormalidades cardíacas em bebês de macacos, cujas mães foram expostas ao medicamento durante a gestação. Estudos em crianças produziram resultados conflitantes.

A nova descoberta é importante, pois "durante os próximos dez anos, cerca de 60.000 crianças devem ser expostas à zidovudina e outras drogas anti-retrovirais no útero nos Estados Unidos" à medida em que suas mães forem tratadas para o HIV, afirmou Lynne Mofenson, do Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano, em um editorial que acompanha o estudo.

Os pesquisadores, coordenados por Steven E. Lipshultz, do Centro Médico da Universidade de Rochester, acompanharam 185 bebês que foram expostos ao AZT enquanto estavam no útero. Desses, 27 se infectaram com o vírus da Aids.

Steven e sua equipe afirmaram que, comparados aos bebês de mulheres que não foram infectados com o vírus da Aids, "bebês nascidos de mulheres com HIV e expostos à zidovudina não estavam mais propensos a ter (corações) anormais...do que crianças que não receberam tratamento com zidovudina".

Mofenson disse que os resultados "sugerem que se a toxicidade cardíaca ocorre, ela é incomum".

De acordo com Mofenson, mesmo se houver um problema, a natureza mortal do HIV e a capacidade do AZT de prolongar a vida significam que qualquer risco causado pela droga "teria que ser profundo, ocorrer cedo e em uma proporção substancial àqueles expostos para contrabalançar o benefício comprovado" dessas drogas para prevenir a transmissão do HIV de mãe para feto.

Sinopse preparada por Reuters Health

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