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Riscos de automedicação são ainda maiores para as crianças, alerta especialista

28 de outubro de 2010 (Bibliomed). Muito tem se falado dos riscos da automedicação para a saúde, mas muitas pessoas continuam usando remédios sem recomendação médica. No caso das crianças, isso é ainda mais grave - elas respondem por quatro em cada dez casos de intoxicações farmacológicas, e esse uso sem indicação clínica pode ser fatal. Segundo o último levantamento do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), em 2008, foram intoxicadas pelo uso incorreto de medicamentos 9.956 crianças de até nove anos - o que representa, aproximadamente, 38% dos casos de intoxicações farmacológicas.

De acordo com o médico Edson Liberal, presidente da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro, mesmo em doses corretas, a automedicação infantil pode trazer graves consequências para a criança. O pediatra destaca que as intoxicações podem ocorrer quando os pais administram, por conta própria, remédios nos filhos, e nos casos em que a criança ingere o medicamento inconscientemente, pensando ser bala, por exemplo.

"Há uma tendência em se administrar medicamentos indiscriminadamente, como aqueles para tosse ou resfriado", aponta o especialista. Ele destaca que o hábito de ter “farmácias caseiras” também não é recomendado. "Quanto menos medicamentos em casa, melhor. Eles devem ser mantidos longe do alcance das crianças". E, nos casos de administração incorreta, o pediatra aponta que é necessário entrar em contato com um centro de intoxicação e com o médico e, se necessário, levar a criança para atendimento.

Para o especialista, a variação das consequências é ampla e pode, inclusive, levar à morte, pois alguns remédios têm efeitos colaterais severos. "No caso de ocorrer interações medicamentosas o resultado pode ser ainda mais perigoso. Alguns remédios, quando utilizados simultaneamente, podem potencializar a ação do outro ou até causar a perda do efeito", explica. E os medicamentos homeopáticos - que não são agressivos e não possuem contraindicações para crianças - também não estão livres da necessidade de recomendação médica. "Todos os profissionais de medicina estão aptos a indicar medicamentos, por isso devem ser consultados em casos de necessidade", concluiu.

Fonte: Barcelona Soluções Corporativas. Press release. 26 de outubro de 2010.

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