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Substância em cenouras, azeite e hortelã pode reduzir perda de memória

14 de outubro de 2010 (Bibliomed). Um composto encontrado em cenouras, pimentões, aipo, azeite de oliva, hortelã, alecrim e camomila - chamado luteolina - pode ajudar a reduzir os problemas de memória que podem ocorrer com o envelhecimento, segundo recente estudo da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos.

De acordo com os pesquisadores, a inflamação cerebral parece ser um fator que contribui para problemas de memória associados ao envelhecimento. E a luteolina teria efeitos anti-inflamatórios e poderia melhorar a saúde cognitiva ao agir diretamente nas células imunológicas microgliais, reduzindo sua produção de substâncias inflamatórias no cérebro.

Avaliando os efeitos da suplementação de luteolina em ratos envelhecidos, os pesquisadores notaram que os animais que consumiram a substância na alimentação por quatro semanas tiveram melhores resultados em testes de aprendizado o memória do que aqueles que tiveram uma dieta normal. Além disso, esses animais apresentaram menores níveis de citocinas inflamatórias no cérebro - quantidade similar à de ratos jovens -, comparados àqueles que não ingeriram luteolina no período.

Os autores destacam que essas citocinas inflamatórias provocam mudanças químicas no cérebro que podem levar a sintomas como sonolência, perda de apetite, déficits de memória e comportamentos depressivos. “Descobrimos anteriormente que, durante o envelhecimento normal, as células microgliais se tornam desreguladas e começam a produzir níveis excessivos de citocinas”, explicou o pesquisador Rodney Johnson. “Acreditamos que isso contribui para o envelhecimento cognitivo e é um fator predisponente ao desenvolvimento de doenças neurodegenerativas”, acrescentou o especialista.

Embora os resultados indiquem que a suplementação da luteolina possa bloquear esse efeito, os pesquisadores alertam que mais estudos são necessários para avaliar se os efeitos podem ser os mesmos com humanos, se o consumo de alimentos ricos na substância pode fazer diferença para a saúde cognitiva dos idosos, e quais os mecanismos envolvidos nessa proteção.

Fonte: Journal of Nutrition. Outubro de 2010.

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