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Estresse emocional pode provocar ou piorar a doença periodontal, alertam especialistas

05 de outubro de 2010 (Bibliomed). A suscetibilidade, a severidade e a progressão da doença periodontal - doença infecciosa que afeta a gengiva e os ossos que sustentam dos dentes - podem ser influenciadas por aspectos psicossociais, segundo diversas pesquisas recentes. Em estudo apresentado em setembro no Congresso Internacional de Odontologia, pesquisadores da Universidade Estadual da Paraíba destacaram que o estresse emocional pode provocar a doença ou piorar seus sintomas.

De acordo com os especialistas, a doença periodontal é associada a microrganismos anaeróbios que levam à formação de bolsas, e à inflamação das gengivas, com destruição do ligamento periodontal e do osso alveolar. Entretanto, apesar de esses microrganismos apresentarem uma estreita associação com a condição, “eles não são capazes, por si só, de desenvolver a doença, havendo a necessidade da interação com fatores de risco do hospedeiro, dentre os quais merece destaque o estresse emocional”.

Os pesquisadores destacam que, além de fatores genéticos e ambientais, os aspectos comportamentais afetam consideravelmente a doença. “A extensão e a severidade da doença periodontal poderá ser influenciada pela classificação, duração e intensidade do estresse emocional”, escreveram os autores. Além disso, a condição seria afetada também pela capacidade adaptativa dos tecidos periodontais, o que depende muito de fatores inerentes ao indivíduo, como hereditariedade, dieta e qualidade do sistema imunológico.

Por causa desses efeitos do estresse emocional sobre a doença periodontal, os especialistas destacam a necessidade de mais abordagens para o controle de fatores ambientais e comportamentais que possam afetar a saúde. “É de fundamental importância controlar o estresse emocional, a fim de buscar a manutenção de um bom estado de saúde”, disse a pesquisadora Isabel Portela Rabello. “Além disso, de um modo geral, indivíduos estressados apresentam uma probabilidade acentuada em adotar fatores predisponentes ao desenvolvimento da doença periodontal, incluindo o tabagismo e a negligência quanto aos hábitos de higiene bucal”, concluíram os autores.

Fonte: Congresso Internacional de Odontologia. Setembro 2010.

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