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Óleo de peixe pode ajudar no tratamento da epilepsia, aponta estudo

05 de outubro de 2010 (Bibliomed). Um composto comumente encontrado nos óleos de peixe - o famoso ômega-3 -, além de apresentar conhecidas propriedades anti-inflamatórias - reduzindo os riscos de doenças cardiovasculares -, pode ajudar a tratar a epilepsia, segundo recente estudo apresentado no Congresso Brasileiro de Nutrologia, em São Paulo. A epilepsia é um distúrbio cerebral provocado por descarga neuronal intensa e que produz disfunções motora, sensorial ou psíquica associadas à perda de consciência e convulsões. E o novo estudo sugere que a suplementação de ômega-3 poderia ser útil para esses pacientes.

Em testes no laboratório, cientistas da Universidade Federal de São Paulo mostraram que havia maior formação de novos neurônios no cérebro de ratos após ingestão de ômega-3 - um processo conhecido como neurogênese -, comparados a ratos com uma dieta padrão. Além disso, a ingestão de um grama por dia da substância foi associada a uma queda de 50% nos casos das crises epilépticas.

De acordo com o pesquisador Fulvio Scorza, estudos internacionais já vêm indicando que o ômega-3 é importante para o desenvolvimento cerebral e de tecidos nervosos em pessoas, mas é a primeira vez que se observa neurogênese induzida pelo uso da substância. "Esses resultados sugerem que pode ser indicada a suplementação alimentar com ômega-3 como antiepiléptico", ressalta o especialista.

Suplementação com ômega-3

Para médico nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), uma dieta rica em ômega-3 traz, ainda, melhora no ritmo cardíaco, reduz o nível de triglicérides e colesterol “ruim” (LDL) no sangue e previne a formação de coágulos. "Por ser conhecido há apenas algumas décadas, a Medicina ainda não desvendou todos os benefícios do ômega-3, mas ser chamado de 'gordura do bem' é justo", observa o especialista.

Segundo o médico, as principais fontes da substância são peixes de água fria, como sardinha, salmão, arenque, atum e anchova, mas já existem compostos suplementares eficazes. "E a ciência já trabalha no desenvolvimento de alimentos naturalmente enriquecidos com ômega-3, como uma soja em aprovação nos Estados Unidos", completa.

Fonte: Comuniquese/Abran. Press release. 04 de outubro de 2010.

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