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Crianças com estrabismo são menos aceitas socialmente, alertam especialistas

28 de setembro de 2010 (Bibliomed). Além de lutar contra o incômodo de uma visão deficiente, os estrábicos - cerca de 4% da população mundial - ainda precisam superar o preconceito. De acordo com um recente estudo suíço, crianças de seis anos ou mais com um estrabismo visível são menos aceitas socialmente pelo seu grupo. A condição é marcada pela perda do posicionamento normal dos olhos, conhecida popularmente como “vesguice”, que faz com que apenas um olho ou ambos sejam desviados para dentro, para fora, para cima ou para baixo.

Para avaliar a aceitação social de crianças com estrabismo, os pesquisadores alteraram fotografias de seis crianças e geraram versões com e sem estrabismo para comparação, como se as crianças fossem gêmeas. Em seguida, foram selecionadas cento e dezoito crianças com idades entre três e 12 anos, para analisar as fotos e escolher, quatro vezes, quem elas convidariam para sua festa de aniversário.

Entre os 48 garotos de seis a oito anos, 18 não escolheram nenhuma criança com estrabismo, 17 selecionaram apenas uma e 11 convidariam duas. Apenas dois escolheram, três vezes, as fotografias de pessoas com a doença. Entre os garotos de quatro a seis anos, 19% afirmou ter notado a diferença no alinhamento dos olhos nas fotos, com esse percentual subindo a 48 % entre os garotos de seis a oito anos. Quando as crianças tiveram de olhar com maior atenção, a detecção do estrabismo subiu para 39% e 77%, respectivamente.

Segundo os pesquisadores, se a discriminação não ocorresse, o padrão esperado seria outro: duas crianças com estrabismo deveriam ser escolhidas, em média, após as quatro avaliações. “O trabalho reforça o nosso entendimento de que o estrabismo em crianças pode deixar sequelas psicológicas, e que diferenças notáveis têm efeito negativo em relação a como as crianças são percebidas por seus pares”, afirma o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do Instituto de Moléstias Oculares.

Combate à discriminação

Para combater o preconceito e o “bullying social”, segundo a oftalmopediatra Laura Duprat, é preciso esclarecer os mitos sobre a doença, como aquele que diz que uma pessoa é capaz de ficar estrábica se entortar o olho de propósito ou se for surpreendida por uma rajada de vento.  “O problema, na maioria dos casos, é hereditário e se manifesta na infância, em decorrência de um desequilíbrio nos músculos que movimentam os olhos. Pode ser provocado por parto prematuro, doenças congênitas, elevado grau de hipermetropia, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, dentre outros fatores genéticos”, explica.

E a especialista recomenda que, durante o tratamento, os pais fiquem atentos a qualquer alteração de humor dos filhos e às queixas, veladas ou explícitas, que eles façam da escola. “Em caso de problemas, os pais devem buscar ajuda por meio do serviço de orientação educacional e psicológica da instituição de ensino, pois as crianças têm direito a ambientes escolares onde existam alegria, amizade, solidariedade e respeito às características individuais de cada um deles”, conclui a médica.

Fonte: MW Consultoria de Comunicação. Press release. 27 de setembro de 2010.

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