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Jovens colocam implantes mamários cada vez mais cedo, alerta especialista

10 de junho de 2010 (Bibliomed).  Aproximadamente 20% das mulheres que procuram o implante de silicone nos seios são adolescentes de 13 a 18 anos. Esse crescente interesse das jovens por implantes mamários, assim como o aumento do tamanho das próteses colocadas, preocupa a classe médica brasileira. De acordo com especialistas, há dez anos, os implantes colocados variavam de 195 ml a 215 ml; enquanto, hoje, o tamanho vai de 255 ml a 285 ml. E a idade das mulheres interessadas nas próteses reduziu significativamente: há registro de adolescentes de 13 a 15 anos que já realizam a cirurgia, e, a cada 100 mulheres que procuram o procedimento, em média, 20 são adolescentes.

Segundo o cirurgião plástico Ronan Horta, de Belo Horizonte, o implante mamário em jovens pode acontecer após quatro anos da primeira menstruação, ou com a constatação da “maturação sexual”, ou seja, as mamas devem ter atingido o nível 4 (tamanho das mamas de uma mulher adulta). “As meninas estão menstruando cada vez mais cedo. Entre as brasileiras, a menarca acontece por volta dos 11 anos. Portanto, entre 15 e 18 anos, elas já podem se submeter à cirurgia”, afirma o especialista.

A evolução da tecnologia e a alta qualidade dos materiais utilizados nos implantes tranquilizam o médico. Entretanto, a ansiedade das meninas que chegam ao consultório com a ideia fixa de colocar próteses grandes, de até 360 ml, não dando importância para proporção corporal e harmonia, são preocupantes. Nesse aspecto, o cirurgião é categórico, e afirma que um implante em desacordo com a estrutura física traz prejuízo em curto e longo prazo.

“Altura, peso e largura dos ombros devem ser levados em consideração. Na adolescência há uma maior propensão a alterações dos tecidos corporais. Implantes muito grandes provocam, em 28% dos casos, aparecimento de estrias de grande intensidade, além de uma possível atrofia da glândula mamária. Na vida adulta, poderá interferir na amamentação”, ressaltou o especialista. “As brasileiras possuem estrutura óssea pequena, na maioria dos casos, o tamanho ideal e mais harmônico, após criteriosa avaliação, costuma ser de 160 a 220 ml”, revela.

O cirurgião ressalta que, além da relação de confiança e cumplicidade, o paciente deve exigir de seu médico o chamado consentimento informado. “O cirurgião tem o dever de informar por escrito, em linguagem de fácil acesso, todo o processo da intervenção, para que não seja possível ocultar possíveis falhas, bem como deixar explícito o resultado de acordo com a escolha da paciente”, destaca. “Acredito também que o dever de todo médico é preservar a integridade de seus pacientes. Se a jovem insistir na colocação de uma prótese que eu não considero compatível com o seu perfil, não opero. O maior patrimônio que temos é o nosso corpo, e isso deve ser respeitado acima de qualquer vontade”, finaliza.

Fonte: ADCom Comunicação Empresarial. Press release. 09 de junho de 2010.

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