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Espremer espinhas pode causar sério problema de visão, alertam especialistas

19 de abril de 2010 (Bibliomed). Espremer espinhas no rosto pode, além de deixar manchas e marcas na pele, ter como consequência sérios problemas de visão, segundo especialistas. De acordo com a oftalmologista Patrícia Moitinho, do Hospital Oftalmológico de Brasília, a unha suja em contato com o ponto inflamado pode resultar em celulite orbitária. “Trata-se de uma inflamação do tecido em volta do olho, dentro da cavidade orbitária”, define. Por isso, ela destaca que o melhor é deixar a acne seguir seu processo natural.

A especialista explica que o quadro de celulite orbitária tem diferentes causas. Um trauma ocular, uma sinusite, rinite, ou mesmo uma espinha mexida sem higiene adequada podem levar a bactéria para esse tecido e causar a celulite. Até uma gripe mais agressiva é considerada entre as causas possíveis. Segundo a médica, são agentes da celulite orbitária as bactérias estreptococos, estafilococos e o vírus Haemophilos influenza.

A evolução de um diagnóstico de celulite orbitária é tão grave que, diante da sua presença confirmada, o médico determina internação imediata com tratamento a base de antibióticos e antivirais. Os casos que evoluem para o comprometimento neurológico e perda de visão são raros, mas acontecem se o paciente não for tratado. A médica acredita que os casos de perda de visão ou evolução para um abscesso cerebral com indicação de intervenção cirúrgica neurológica mostram-se raros, “porque o portador de celulite orbitária não consegue conviver normalmente com seus sintomas”.

Entre os sintomas mais comuns, destacam-se inchaço palpebral, vermelhidão, edemas, hiperemia (aumento da quantidade de sangue no local), dor ocular, olho saltado, dificuldades para abrir e movimentar os olhos, trombose no seio cavernoso e amaurose (perda parcial ou total da visão) com comprometimento do nervo ocular. Quando os sinais de presença da celulite orbitária se manifestam, é preciso procurar atendimento médico imediato, pois o ritmo da sua evolução vai depender do comportamento da bactéria ou do vírus que a causou, e às vezes é rápido.

Em relação ao tratamento, normalmente, após exame clínico, o médico solicitará internação para o tratamento intravenoso com antibióticos específicos, pois o quadro pode ter evolução rápida e agressiva. Segundo a oftalmologista, esse tratamento é feito durante sete a 14 dias. Hemograma e um exame de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, também são solicitados frequentemente, uma vez que indicarão a presença e a extensão exata do quadro infeccioso provocado pela doença.

Fonte: ATF Comunicação Empresarial/HOB. Press release. 15 de abril de 2010.

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