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Homens enfrentam maior risco de morte súbita cardíaca, aponta pesquisa

18 de novembro de 2009 (Bibliomed). Os homens com mais de 40 anos têm muito mais chances de sofrer uma morte súbita cardíaca do que as mulheres da mesma idade, segundo estudo apresentado esta semana no Congresso 2009 da Associação Americana do Coração. De acordo com os autores, enquanto eles têm uma probabilidade de morte súbita de uma em oito, essa taxa é de uma em 24 entre as mulheres. "O risco de morte súbita cardíaca ao longo da vida é maior do que o risco de câncer de pulmão, que é de um em 12 para o homem, e de um em 16 para câncer de cólon", destacou o pesquisador Donald Lloyd-Jones, da Northwestern University, em Chicago, EUA, acrescentando que, para a mulher, o risco ao longo da vida é de um em 17 tanto para câncer de pulmão quanto de cólon.

Cerca de 300 mil americanos por ano sofrem parada cardíaca, na qual a pessoa morre em poucos minutos após uma perda abrupta da função cardíaca; e, frequentemente, a vítima não tem diagnóstico anterior de doença cardíaca. "É particularmente devastador, porque ela ataca sem aviso, e pode afetar o jovem assim como o idoso", destacou Lloyd-Jones. "Esforços de saúde pública e individuais devem objetivar a prevenção desta devastadora consequência da doença cardiovascular", completou.

No estudo, avaliando dados de aproximadamente 5 mil adultos envolvidos em três importantes estudos sobre problemas cardíacos, os pesquisadores descobriram que os homens afroamericanos têm o dobro do risco de morte súbita cardíaca, comparados aos brancos da mesma idade; e, entre as mulheres, o risco é o mesmo para negras e brancas. Outro descoberta foi que, entre os 300 mil casos anuais, de 3 mil a 5 mil ocorrem entre crianças, adolescentes e jovens adultos – casos normalmente herdados geneticamente – e, quanto mais velha for a pessoa, menor o risco. Além disso, as análises mostraram que pessoas com os tradicionais fatores de risco para doença cardíaca – incluindo pressão alta, colesterol alto e tabagismo – têm significativamente mais chances de ter morte súbita cardíaca.

"Esses dados são bem surpreendentes", destacou a cardiologista Muriel Jessup, da Universidade da Pensilvânia, destacando que a boa notícia é que as mesmas estratégias para redução do risco de doença cardíaca poderiam ajudar a prevenir a morte súbita. Já o médico Michael Ackerman, da Mayo Clinic, destaca que, em metade dos casos, sinais de alerta – incluindo episódios frequentes de tontura e desmaios, ou casos inexplicáveis de afogamento ou acidente de carro – podem aumentar o risco, e as pessoas devem estar atentas a eles para prevenção do problema.

Fonte: American Heart Association Scientific Sessions 2009. Press release. 16 de novembro de 2009.

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