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Glaucoma deixará 8,4 milhões cegos em 2010, alertam especialistas

08 de maio de 2009 (Bibliomed). De acordo com o último relatório do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, o glaucoma será responsável pela perda de visão de 8,4 milhões de pessoas no mundo até 2010. No Brasil, a estimativa é de que existam 985 mil pessoas com a doença atualmente, sendo que 635 mil não sabem que têm a doença.

"O glaucoma é uma enfermidade silenciosa, não apresenta sintomas e avança lentamente até destruir o nervo óptico e provocar a perda parcial ou total da visão", alerta a oftalmologista Hanna Flávia Gomes, especialista em glaucoma do Hospital Oftalmológico de Brasília

Segunda maior causa conhecida de cegueira no mundo, o glaucoma não tem cura, e é responsável por 12,3% dos casos de perda de visão em adultos, atrás apenas da catarata (47,8%), que é reversível. A neuropatia óptica glaucomatosa, como também é conhecida, é causada por um dano no nervo óptico provocado, muitas vezes, pelo aumento da pressão nos globos oculares.

Os especialistas alertam que muitos pacientes só descobrem-se portadores do glaucoma com a visão já comprometida, pois a maioria das pessoas deixa para visitar o oftalmologista quando sentem alguma coisa. Mas o glaucoma não dá muitos sinais. "O único sinal, quase imperceptível pelo paciente no início da manifestação da doença, é a perda da visão periférica. E, em fases mais avançadas, a sensação de enxergar através de um tubo – 'visão tubular'”, esclarece a médica.

Por isso, os especialistas recomendam atenção aos fatores de risco. "Pessoas com idade acima de 40 anos, portadoras de diabetes, míopes, usuários de esteroides corticoides, hipertensos, que já sofreram algum trauma ocular estão dentro do grupo de risco. No entanto, o fator hereditariedade, pessoas que apresentam pressão intra-ocular elevada e também aquelas pertencentes à raça negra mostram-se mais propensas à doença", diz a médica.

O glaucoma não tem cura, mas tem controle, por isso é recomendada a consulta periódica a um oftalmologista para a detecção precoce, o controle dos fatores de risco, e, para os pacientes, uma boa adesão ao tratamento, que é feito base de colírios hipotensores, com opção pelo tratamento a laser.

Fonte: Assessoria de imprensa HOB. Press release. 05 de maio de 2009.

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