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Doença pulmonar mata aproximadamente 85 brasileiros por dia

26 de novembro de 2008 (Bibliomed). Durante os cinco dias do Congresso Brasileiro de Pneumologia e Tisiologia, realizado entre os dias 21 e 25 de novembro, provavelmente 425 brasileiros morreram vítimas de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Esse índice corresponde à média diária de 85 óbitos no Brasil por causa de asma grave, enfisema pulmonar e bronquite crônica.

A DPOC é a nova nomenclatura para classificar a bronquite crônica e o enfisema pulmonar. Segundo o Consenso Brasileiro de DPOC, discutido durante o congresso, a doença afeta cerca de 5,5 milhões de pessoas no país. E dados da Organização Mundial de Saúde revelam que ela atinge cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo – uma morte a cada 11 segundos –, o que a posiciona como uma das principais causas de mortes.

Fumantes e ex-fumantes, principalmente acima dos 40 anos, representam 90% dos pacientes. E, por seu caráter progressivo, a doença pulmonar pode se manifestar mesmo em quem já abandonou o cigarro. Além do tabagismo, outras causas comuns são: exposição à poluição, poeira, combustíveis domiciliares (carvão e lenha, por exemplo), além de características genéticas.

A lesão pulmonar causada pela condição é irreversível e pode trazer dificuldades para o paciente, até mesmo para a realização de tarefas rotineiras como tomar banho, subir e descer escadas, caminhar, conversar, alimentar-se ou vestir-se. Porém, com diagnóstico precoce e tratamento adequado, é possível controlar os sintomas e proporcionar ao paciente uma vida normal.

De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, Antônio Carlos Lemos, a DPOC é uma doença silenciosa durante muitos anos. “Os pulmões têm uma grande reserva funcional, de modo que a falta de ar só começa a aparecer quando o indivíduo já perdeu 40% a 50% de sua capacidade pulmonar. Vem daí a importância do teste de função pulmonar. A doença detectada mais precocemente pode ser mais facilmente tratada e pode-se interromper sua progressão”, explica.

O primeiro passo é eliminar ou reduzir a contínua irritação pulmonar. Existem hoje tratamentos farmacológicos capazes de ajudar a tratar a DPOC e a controlar os principais sintomas, além de terapias complementares, como o programa de exercícios de reabilitação pulmonar e a oxigenoterapia, que ajudam a diminuir os sintomas da doença, tornando o dia-a-dia mais fácil, e a prevenir complicações dos pacientes em estado grave.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Press release enviado em 18 de novembro de 2008.

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