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Quatro a cada dez paulistas nunca fizeram exame de glicose, diz pesquisa

14 de novembro de 2008 (Bibliomed). A população do Estado de São Paulo acredita na prevenção do diabetes, mas apenas pouco mais da metade já mediu o nível de glicose no sangue, segundo estudo encomendado pela Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), em virtude do Dia Nacional de Controle ao Diabetes – 14 de novembro.

Entrevistando mais de 2 mil pessoas com idades entre 14 e 70 anos, em 85 cidades do Estado de São Paulo, o Instituto Datafolha indicou que 84% acreditam na possibilidade de prevenção da doença, mas apenas 58% já haviam medido os níveis de glicose, procedimento preventivo essencial. O estudo mostrou também que 77% dos entrevistados não sabem o nível normal de açúcar no sangue em um adulto – entre 51 e 100 mg/dL.

Além disso, a pesquisa indica que apenas 6% dos paulistas associam o excesso de açúcar no organismo aos problemas do coração. Isso coloca o diabetes em último lugar entre os fatores de risco citados, atrás do tabagismo (31%), sedentarismo e estresse (19%), pressão arterial (18%), alcoolismo (17%), colesterol (15%) e obesidade (13%).

A desinformação preocupa o presidente da Socesp, Ari Timerman. “O risco de um ataque cardíaco para quem não controla o diabetes pode aumentar em 200%, além de provocar infartos e derrames. Se a doença estiver associada à pressão alta, à obesidade, ao colesterol elevado, ao fumo ou ao sedentarismo os riscos são ainda maiores”, revela.

O coordenador da pesquisa, Álvaro Avezum, cita outro fator que chamou a atenção. “Quanto menor a classe social, menor também o conhecimento. Na classe D/E, 85% não sabiam responder, já na classe C, esse número caiu para 77%, e na classe A/B para 73%”. E a população da Região Metropolitana, surpreendentemente, é a que menos faz o controle da glicose no sangue.

De acordo com o levantamento, as pessoas medem a taxa de glicose, em média, a cada 1,1 ano. “O ideal é fazer essa avaliação uma vez ao ano para quem não é diabético e de duas a três vezes ao ano para quem é diabético ou tem com glicemia alterada (disglicemia ou tolerância reduzida à glicose)”, explica Avezum.

Avaliando as pessoas que já mediram a taxa de açúcar no organismo, os pesquisadores observaram que 80% declararam ter nível normal, 15% relataram nível alterado e 3% não souberam responder. E apenas 26% sabiam que o nível ideal é entre 51 e 100 mg/dL.

Segundo o coordenador do estudo, algumas simples mudanças de hábito podem ajudar a evitar a doença. “O diabetes pode ser prevenido por meio de alimentação saudável (baixa caloria e pouco carboidrato) e por meio de atividade física de moderada intensidade no mínimo de três vezes por semana, com duração de uma hora a cada vez”.

Fonte: DOC PRESS Comunicação. News release. 11 de novembro de 2008.

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