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Uso de medicamentos cresce entre crianças americanas, indica pesquisa

06 de novembro de 2008 (Bibliomed). O uso e medicamentos entre as crianças nos Estados Unidos aumentou significativamente nos últimos anos, principalmente porque mais crianças têm recebido tratamento para diabetes, asma e déficit de atenção e hiperatividade, segundo estudo publicado na edição de novembro da revista Pediatrics.

De acordo com pesquisadores da Universidade de Saint Louis, nos Estados Unidos, o aumento da prescrição de medicamentos pode ser, em grande parte, atribuída ao aumento da obesidade infantil no país e às conseqüências dessa tendência. “Isso é particularmente preocupante, dado que diversos desses diagnósticos têm sido ligados à obesidade – diabetes, hipertensão, depressão, asma”, destacou a pediatra Donna Halloran, co-autora do estudo.

O estudo avaliou o uso de medicamentos entre crianças americanas entre os anos de 2002 e 2005 usando dados de crianças com seguro de saúde privado, que indicou prescrições de medicamentos para quase 4 milhões de crianças. E os resultados indicaram que, em quatro anos, houve um aumento considerável nas prescrições para crianças e jovens com idades entre cinco e 19 anos.

O uso de dois medicamentos para o tratamento de diabetes tipo 2, por exemplo, dobrou no período, acompanhando o crescimento de 166% na prevalência da doença entre meninas de 10 a 14 anos e de 135% entre garotas de 15 a 19 anos de idade. Entre as drogas para asma, para déficit de atenção e para o colesterol, o aumento da prescrição foi de 46,5%, 40,4% e 15%, respectivamente.

E o aumento indicado pela pesquisa foi maior entre as meninas. A prescrição de drogas contra o diabetes, por exemplo, cresceu 147% entre as meninas e apenas 39% entre os meninos, e esse aumento foi de 63% e 33%, respectivamente, em relação a medicamentos contra déficit de atenção.

Os pesquisadores destacam que a interpretação dos resultados depende da perspectiva. Esse aumento pode ser positivo por indicar que mais pessoas estão sendo tratadas de condições sérias de saúde. Porém, pode também ser negativo, no sentido de indicar que a epidemia de obesidade tem trazido terríveis conseqüências para as pessoas ou que os médicos tem negligenciado tratamentos não-farmacológicos, como a dieta e exercícios.

Fonte: HealthDay. 03 de novembro de 2008.

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