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HPV anal atinge mais homens heterossexuais do que se acreditava, diz estudo

03 de julho de 2008 (Bibliomed). A infecção anal pelo papilomavírus humano (HPV) é mais comum em homens heterossexuais do que se acreditava, segundo um novo estudo publicado no "Journal of Infectious Diseases". Doença infecciosa também conhecida como condiloma acuminado, verruga genital ou crista de galo, o HPV é de transmissão freqüentemente sexual.

Enquanto estimativas anteriores indicavam uma prevalência entre 1,2% e 8% em homens assintomáticos que reportaram não fazer sexo com outros homens, um levantamento realizado no ano de 2003 indicou 46% de prevalência de HPV anal entre homens heterossexuais usuários de drogas injetáveis.

Para estimar a real prevalência da infecção, cientistas americanos estudaram um grupo de 222 homens com idades entre 18 e 40 anos, recrutados de clínicas de saúde sexual, que reportaram nunca terem feito sexo com outros homens. E os resultados indicaram que um quarto dos participantes (24,8%) tinham infecção pelo HPV anal.

Além disso, em 33% dos infectados, os pesquisadores descobriram a presença de uma linhagem de HPV ligado ao aumento do risco de câncer anal. E, ao contrário daqueles que tinham HPV genital (alguns apresentavam lesões e marcas), os infectados com a forma anal não apresentavam sinais visíveis.

As análises também mostraram que o número de parceiras sexuais durante toda a vida e a freqüência de relações sexuais no mês anterior estavam consideravelmente associados com a presença de HPV anal. Porém, os participantes com maior freqüência de sexo no mês anterior não apresentaram risco aumentado, podendo sugerir que eles tiveram relações monogâmicas.

De acordo com os autores, no estudo, homens com idades entre 30 e 40 anos tinham a menor prevalência, enquanto diversos outros estudos indicam que, entre homens homossexuais, a prevalência é similar em todas as faixas etárias.

Embora esse seja o maior estudo desse tipo, os autores destacam que não é suficiente para entender completamente o papel dos fatores de risco. Isso porque pode haver participantes que mentiram sobre seu comportamento sexual e os exames podem apresentar "falso-positivos" para a doença.

Fonte: Aidsmap News. 30 de junho de 2008.

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